Itaguaí voltou a viver um dia de completa reviravolta política nesta sexta-feira (28), com a confirmação do retorno de Haroldinho Jesus (PDT) ao comando da prefeitura. O prefeito interino reassumiu o cargo após a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou a liminar que mantinha Dr. Rubão (Podemos) na chefia do Executivo municipal.
Logo nas primeiras horas de governo, Haroldinho publicou no Diário Oficial um decreto exonerando todos os secretários municipais da gestão de Rubão, além do procurador-geral, do controlador-geral e do presidente do ITAPREVI, instituto responsável pela previdência dos servidores. Segundo o texto, a medida busca “adequar a máquina pública” às demandas da nova administração.
A movimentação repete o comportamento adotado por Haroldinho em janeiro, quando também assumiu interinamente e promoveu uma ampla demissão de funcionários comissionados e chefias, totalizando mais de 2 mil desligamentos. Agora, ele volta ao cargo após mais um capítulo da longa disputa pelo comando de Itaguaí.
A crise começou após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) considerar inconstitucional a reeleição de Dr. Rubão por caracterizar um terceiro mandato. Embora tenha vencido as eleições de 2024 com 39% dos votos, sua posse foi suspensa e Haroldinho, na condição de presidente da Câmara Municipal, assumiu a prefeitura em 1º de janeiro. Em junho, Rubão obteve uma liminar que lhe garantiu o retorno ao cargo, mas a decisão foi derrubada nesta quinta (27), recolocando Haroldinho no comando até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida se haverá novas eleições.
O cenário mantém o município em clima de indefinição, com mudanças sucessivas de gestão e expectativa crescente sobre o desfecho no TSE. Enquanto isso, a prefeitura vive uma nova fase de rearranjo político e administrativo sob o comando provisório de Haroldinho.






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