Alerj aprova manutenção de incentivos fiscais para indústria, saúde e agronegócio; emenda estendeu benefício para taxistas

Medida garante continuidade de benefícios tributários já em vigor e evita interrupção de convênios do Confaz; emenda incorporada ao texto também garantiu benefício aos taxistas

Uma proposta aguardada por diversos segmentos da economia fluminense avançou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em discussão única, os deputados aprovaram nesta terça-feira (23) o projeto encaminhado pelo Governo do Estado que prorroga benefícios fiscais já existentes e garante a continuidade de incentivos tributários destinados a setores considerados estratégicos para a atividade econômica.

A matéria havia sido pautada na semana passada, mas teve a votação adiada após receber nove emendas parlamentares. Duas delas foram incorporadas ao texto final antes da análise em plenário. Entre as alterações acolhidas está a ampliação do benefício fiscal para taxistas na aquisição de veículos.

A proposta aprovada prevê efeitos retroativos a 1º de maio deste ano e agora segue para análise do governador em exercício, Ricardo Couto.

Incentivos mantidos

O texto reúne e prorroga uma série de benefícios tributários já aplicados no Estado do Rio de Janeiro. Entre eles estão reduções da base de cálculo do ICMS para equipamentos industriais e implementos agrícolas, isenções para operações envolvendo preservativos e incentivos relacionados à realização de feiras internacionais de arte.

Também foram mantidos convênios já adotados pelo estado e reunidos em um anexo composto por 55 atos do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), firmados entre 1989 e 2017.

Segundo o governo estadual, a proposta não cria novos incentivos fiscais, mas assegura a continuidade de mecanismos que já integram a política tributária fluminense.

Inclusão dos taxistas

Uma das emendas incorporadas ao projeto ampliou o alcance dos benefícios fiscais ao estender o tratamento tributário favorecido para taxistas na compra de veículos.

A alteração foi incluída na redação final aprovada pelos deputados e passou a integrar o conjunto de medidas contempladas pela proposta encaminhada ao Executivo.

A incorporação da emenda ocorreu durante a análise das sugestões apresentadas pelos parlamentares após o adiamento da votação na semana passada.

Segurança jurídica

Na justificativa enviada à Alerj, o governador em exercício argumentou que a renovação dos incentivos é necessária para garantir segurança jurídica aos setores beneficiados e preservar a previsibilidade para empresas que realizam investimentos com base nas regras atualmente em vigor.

O Executivo sustenta que a medida evita incertezas regulatórias e assegura a continuidade de atividades econômicas que dependem dos mecanismos tributários existentes.

O governo também afirma que a proposta não produz impacto financeiro adicional nas contas estaduais, uma vez que as renúncias fiscais já estavam previstas nas estimativas que embasaram a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Impacto econômico

De acordo com projeções da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), os benefícios contemplados pela proposta representam aproximadamente R$ 597 milhões em incentivos fiscais em 2026. A estimativa é de R$ 669 milhões em 2027 e de R$ 689 milhões em 2028.

Apesar da renúncia de arrecadação, o governo argumenta que os incentivos contribuem para a manutenção de investimentos, geração de empregos e fortalecimento de cadeias produtivas consideradas relevantes para a economia fluminense.

Entre os segmentos alcançados estão a indústria farmacêutica e de insumos para saúde, o setor agropecuário, atividades ligadas à infraestrutura e logística e a indústria aeroespacial.

A proposta também determina que os benefícios fiscais permaneçam submetidos aos mecanismos de acompanhamento previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O modelo de monitoramento e fiscalização deverá ser regulamentado posteriormente pelo Poder Executivo.

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