Greve dos Correios vai parar no TST após impasse sobre reajuste

Estatal pede ao TST que greve seja declarada abusiva e que serviços continuem; reajuste salarial e plano de saúde estão no centro do impasse

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A greve dos Correios, iniciada na noite de quinta-feira (10), chegou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A direção da estatal entrou com pedido de dissídio coletivo para que a paralisação dos funcionários seja declarada abusiva e para que a continuidade dos serviços seja determinada com urgência. O movimento começou depois que trabalhadores e empresa não conseguiram fechar um acordo sobre as reivindicações da categoria.

Segundo informações desta sexta-feira (11), o TST já vinha tentando mediar as negociações entre os Correios e os trabalhadores, mas as conversas terminaram sem acordo. Com o impasse, caberá à Corte arbitrar questões relativas ao aumento salarial e às cláusulas sociais.

A paralisação ocorre em um momento financeiro delicado para a estatal. Os Correios negociam com um grupo de bancos um empréstimo de R$ 7 bilhões destinado ao processo de reestruturação da companhia e que deve contar com garantia do Tesouro Nacional.

Reajuste avançou, mas acordo travou

De acordo com representantes do movimento sindical, houve avanço nas negociações sobre um reajuste salarial de 4,35%, a contar de agosto deste ano.

A discussão, porém, não se limita aos salários. Outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores continuaram sem entendimento, principalmente as relacionadas ao plano de saúde.

Sem uma solução negociada e diante da deflagração da greve, o conflito passou para o TST. A direção da empresa busca uma decisão que reconheça a abusividade do movimento e garanta a manutenção das operações.

Empréstimo de R$ 7 bilhões aumenta pressão

A greve acontece justamente quando a estatal tenta avançar em seu plano de reestruturação econômico-financeira.

Os Correios negociam um empréstimo de R$ 7 bilhões com um grupo de instituições financeiras. A operação faz parte da estratégia de recuperação da companhia e deverá ter garantia do Tesouro Nacional.

A direção teme que a paralisação comprometa a qualidade dos serviços e interfira nos planos da empresa durante esse processo.

Em nota, os Correios reconheceram que a greve ocorre em um momento “especialmente sensível” e destacaram que a companhia enfrenta uma situação econômico-financeira desafiadora.

Segundo a estatal, as prioridades incluem redução de despesas, aumento da eficiência, modernização das operações e busca de novas fontes de receita.

Correios reforçam operação

Apesar da paralisação, os Correios afirmam que a rede de atendimento permanece aberta ao público em todo o país.

Para tentar reduzir eventuais impactos da greve, a empresa informou ter reforçado sua estrutura operacional. Entre as providências estão a mobilização de funcionários administrativos para auxiliar nas atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões destinados a preservar o fluxo logístico.

As medidas buscam manter o funcionamento dos serviços enquanto a disputa trabalhista segue para análise da Justiça.

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