Apesar de o governo ter o objetivo de conquistar o apoio da iniciativa privada à reforma tributária, no jantar que juntou quarta-feira o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o PIB brasileiro, os empresários preferiram falar dos entraves causados pelos juros altos nos negócios – em linha com as críticas que o governo vem fazendo à condução da política monetária feita pelo Banco Central.
Organizado pelo Grupo Esfera, o encontro contou com 50 comandantes de grandes empresas e bancos. Entre eles, José Carlos Trabuco (Bradesco), Jean Jereissati (Ambev), Eduardo Bartolomeo (Vale), Rubens Menin (MRV), Rafael Sales (Aliansce BrMalls) e Isaac Sidney (Febraban).
Do lado do governo, Gabriel Galípolo, secretário-executivo do ministério da Fazenda, também esteve presente. Haddad abriu o encontro defendendo o diálogo. Como exemplo, citou o acordo em relação à Medida Provisória do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que, caso efetivado, deve isentar o contribuinte de multas e juros.
João Camargo, fundador do Esfera, apoiou a intenção de maior abertura e diálogo e reiterou a importância da reforma tributária.
Porém, disse que a questão dos juros era a mais importante da pauta atual. “Muitos gestores de asset afirmaram no evento do BTG que são favoráveis ao aumento da meta de inflação, porque a inflação vai perdurar no mundo todo. Todo mundo está se preparando para viver um período inflacionário. O Brasil tentou a vida inteira exportar inflação e ninguém comprou. Agora, a gente está importando dos países ricos”, disse.O jantar contou com a presença de 50 dirigentes de grandes empresas e bancos. Entre eles, José Carlos Trabuco (Bradesco), Jean Jereissati (Ambev), Eduardo Bartolomeo (Vale), Rubens Menin (MRV), Rafael Sales (Aliansce BrMalls) e Isaac Sidney (Febraban), informa o jornal O Estado de S.Paulo.





