O Centrão quer que o pacote de bondades ou “pacote-desespero” de Bolsonaro, uma cesta de presentes com os quais pretende atenuar sua desvantagem entre os mais pobres – aumento do auxílio Brasil para R$ 600, reforço no vale-gás e uma bolsa-caminhoneiro de R$ 1000 – comece a ser distribuído já no mês de julho. Do contrário, pode não fazer efeito até a eleição.
O governo duvida que a oposição trabalhe contra o pacote no Congresso. Não teria coragem de tentar impedir a distribuição de dinheiro para o povo. Mas os partidos de oposição terão que resolver o dilema de votar a favor de um pacote flagrantemente eleitoreiro e questionável do ponto de vista legal – este tipo de ação é proibida em ano de eleição – ou aprovar medidas que, pelo menos o governo acredita, podem reeleger o presidente da República.
Veja a nota de Lauro Jardim, no Globo onlie:
O Centrão tem pressa. E quer que o voucher-caminhoneiro de R$ 1 mil, o Auxílio Brasil de R$ 600 e o vale-gás reajustado em 100% comecem a ser pagos em julho — a tempo, portanto, dos vulneráveis usufruírem esses benefícios antes das eleições.
Para isso dar certo, os aliados do governo esperam que seja votada pelo Senado na semana que vem a PEC 16, que de todos esses benefícios que o governo pretende dar a caminhoneiros e à população de baixa renda até dezembro.
Na Câmara, Arthur Lira imagina que no máximo duas semanas consegue votar o texto que sairia do Senado.
A avaliação do governo e do Centrão é que a Oposição dará à PEC os dois terços necessários para a sua aprovação. Diz um líder do Centrão:
— Quem num ano de eleição vai ter a coragem de votar contra botar dinheiro no bolso de quem precisa já no mês que vem?
O o.k. de Paulo Guedes a esse pacote contido na PEC já foi dado a Jair Bolsonaro. Guedes, que não vai se pronunciar oficialmente sobre o tema, ao menos neste momento, avaliou que o texto original da PEC, que visava a zerar tributos para tentar baixar o preço dos combustíveis, não traria os resultados desejados. A chance de os preços nos postos continuarem os mesmos eram altos.
O impacto fiscal projetado pelo governo, ou seja, o custo desse pacote, seria de R$ 50 bilhões até dezembro.






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