Governo poderá subsidiar programas de habitação social para reduzir déficit de moradia no estado

Os programas habitacionais desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Habitação de Interesse Social ganharão subvenção econômica por um período de dois anos. A proposta do governo, aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta quinta-feira (14/12), é uma forma de tentar reduzir o déficit habitacional no estado, que hoje atinge mais de 500 mil famílias.…

Os programas habitacionais desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Habitação de Interesse Social ganharão subvenção econômica por um período de dois anos. A proposta do governo, aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta quinta-feira (14/12), é uma forma de tentar reduzir o déficit habitacional no estado, que hoje atinge mais de 500 mil famílias.

Com a aprovação da mensagem, o governo poderá iniciar a operação do Habita+ Subsidiado, um dos programas da pasta para reduzir o déficit habitacional. A proposta consiste em conceder o benefício de R$ 25 mil  para iniciar o financiamento imobiliário. O governo do estado anunciou que, numa primeira fase, vai investir R$ 350 milhões para que 14 mil famílias possam trocar o aluguel pela parcela do imóvel próprio.

Os recursos poderão ser aplicados, sob a forma de subvenção econômica, até o montante previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), no Plano Plurianual (PPA) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Caso seja necessário, eles poderão ser suplementados.

De acordo com o projeto, os recursos serão destinados a construção e compra de residências para famílias com renda de até R$ 8 mil mensais, além do financiamento do Programa Estadual de Habitação de Interesse Social. Titular da pasta da Habitação, deputado Bruno Dauaire (União Brasil, na foto)) retornou a Alerj para defender a proposta. 

Na justificativa do texto, o governador Cláudio Castro lembra do déficit habitacional de mais de 500 mil famílias e afirma que a medida proposta é necessária para reduzir os custos de empreendimentos residenciais.

“Muitas famílias residem em áreas vulneráveis e não têm condições de arcar com valor de entrada para aporte inicial. Desta forma, a subvenção estadual se torna imprescindível para redução dos custos dos empreendimentos e, consequentemente, enquadramento das famílias nos critérios exigidos pelos agentes financeiros”, explicou.

O governo poderá, inclusive, aportar recursos no Programa Minha Casa, Minha Vida ou outro que vier a substituí-lo, instituído pela União. A complementação de recursos estaduais ao programa federal será por dotação própria e em forma de subvenção econômica.

O Governo também pode ficar autorizado a realizar a alienação de lotes de terreno destinados à construção de unidades habitacionais. Caso entre em vigor, a norma ainda precisará da regulamentação do Executivo.

Fonte de custeio e aplicação dos recursos

Os valores serão preferencialmente do Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social (FEHIS). Também poderão ser combinados com outras fontes de custeio na LOA, de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira para esse tipo de investimento.

Eles poderão ser aplicados em empreendimentos edificados ou ainda em construção por meio de credenciamento prévio na secretaria e validado pelo agente financeiro, mediante compensação de eventual benefício já obtido. A concessão poderá ser feita uma única vez por imóvel e por beneficiário.

No caso de comprovação de irregularidades, o Estado vai suspender a liberação das parcelas previstas e determinar, ao banco, a suspensão do saque dos valores até regularização.

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