Enfim, o governo federal vai transformar a “Casa da Morte” em um memorial da ditadura militar. A decisão anunciada nesta quinta-feira (8) foi tomada a partir de uma parceria com a prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.
O local, que foi um dos principais centros clandestinos de tortura e assassinato durante a repressão, receberá um investimento inicial de R$ 1,4 milhão para desapropriação e reforma. Posteriormente, serão iniciados o desenvolvimento do projeto museológico, a composição do acervo e a criação de um plano educativo sobre a história do local.
Desde janeiro, o Ministério dos Direitos Humanos, sob a liderança de Silvio Almeida, está empenhado no processo de aquisição do imóvel. Em julho, o ministério também firmou um acordo de cooperação técnica com a OAB para a criação de um memorial em São Paulo, intitulado Luta pela Justiça.
A “Casa da Morte” foi usada pelo Exército durante a ditadura militar como centro de tortura. Embora não existam dados oficiais sobre o número de presos que passaram pelo local, registros indicam que apenas uma pessoa sobreviveu à Casa: Inês Etienne Romeu, que faleceu em 2015. Relatos de militares confirmam que o local era utilizado para tortura e assassinato, e Inês passou mais de três meses no centro clandestino, onde foi torturada e estuprada.
Com informações de O Globo.





