Ministério dos Direitos Humanos vai apoiar criação de memorial na Casa da Morte, em Petrópolis, centro de torturas da ditadura militar

Estudos estimam que pelo menos 22 pessoas foram mortas no local. Apenas uma vítima saiu de lá viva, a militante Inês Etienne Romeu

O Ministério dos Direitos Humanos vai apoiar a criação de um memorial na Casa da Morte em Petrópolis (RJ), centro clandestino de tortura usado pelo Exército nos anos 1970.

A pasta informou formalmente à Prefeitura de Petrópolis que firmará um convênio pela iniciativa em memória das vítimas da ditadura militar. O valor e a forma de captação do convênio ainda serão definidos. A informação é do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles.

A Casa da Morte foi usada pelo Exército para prender e torturar adversários da ditadura militar durante os anos 1970. Estudos estimam que pelo menos 22 pessoas foram mortas no local. Apenas uma vítima saiu de lá viva, a militante Inês Etienne Romeu, que foi estuprada e espancada ao longo de 96 dias. Parte do funcionamento do centro de tortura foi admitida publicamente em 2012 pelo coronel Paulo Malhães, que atuou na Casa da Morte.

O Ministério dos Direitos Humanos vem fazendo reuniões com a Prefeitura de Petrópolis, o Ministério Público Federal e a Universidade Federal Fluminense. Depois de um pedido da pasta, no último dia 22, a prefeitura começou oficialmente o processo de desapropriação do imóvel. A universidade federal deve ser a gestora do espaço e também participará do convênio.

As negociações ocorrem a dois meses do aniversário de 60 anos do golpe militar no Brasil. A ditadura, que durou de 1964 a 1985, matou e prendeu opositores, fechou o Congresso e censurou as artes e a imprensa.

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