O governo federal anunciou que o Brasil não retomará o horário de verão em 2025. A informação foi divulgada na sexta-feira (3) pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A decisão põe fim a especulações sobre a volta da prática, que foi suspensa em 2019 e consistia em adiantar os relógios em uma hora durante os meses mais quentes do ano.
De acordo com o MME, o horário de verão foi criado com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando melhor a luz natural. No entanto, estudos realizados desde a suspensão da medida indicam que o avanço tecnológico e a mudança no padrão de consumo dos brasileiros alteraram os efeitos esperados.
Mudança nos hábitos de consumo
Segundo a pasta, o aumento do uso de aparelhos de refrigeração e climatização, especialmente durante a tarde, inverteu o momento de maior demanda no sistema elétrico. “A máxima de energia havia deixado de ocorrer no período noturno, passando a se concentrar por volta das 15h, o que comprometia a efetividade da política”, explicou o ministério em nota.
Com isso, o adiantamento dos relógios deixou de gerar economia significativa, já que o consumo mais intenso passou a ocorrer em um horário de alta temperatura, independentemente da luminosidade natural.
Avaliação contínua da medida
O governo afirmou que continuará monitorando o tema e realizando análises periódicas para avaliar se, em algum momento, a retomada do horário de verão voltará a ser benéfica. Desde 2019, técnicos do setor elétrico têm reavaliado o impacto da medida levando em conta as novas dinâmicas de geração e demanda de energia no país.
O Brasil adotou o horário de verão pela primeira vez em 1931, e a prática passou por várias interrupções e retomadas ao longo das décadas. A suspensão definitiva, em 2019, foi baseada em estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e do próprio MME, que concluíram que os ganhos energéticos deixaram de justificar a mudança nos relógios.






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