O governo federal pretende definir até a próxima semana se irá retomar o horário de verão, medida extinta em 2019. A proposta, em análise pelo Ministério de Minas e Energia (MME), busca aliviar a demanda do sistema elétrico devido à seca nos reservatórios.
Além de aumentar a segurança energética, a reintrodução do horário de verão visa evitar o uso intensivo de usinas térmicas, que geram energia mais cara e podem elevar as tarifas de eletricidade.
A decisão sobre a retomada do horário de verão tem gerado críticas, especialmente do setor aéreo, que alertou sobre a necessidade de ao menos 180 dias para adaptar suas operações, já que os voos estão programados com base em horários e conexões fixados no início do ano.
O tema também foi discutido com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar impactos no segundo turno das eleições municipais, previsto para 27 de outubro.
Embora o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tenha recomendado a medida em setembro, o MME afirmou que a principal preocupação está relacionada às tarifas. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a decisão será tomada considerando o impacto financeiro para os consumidores, mesmo que não haja risco de escassez de energia em 2025.
Com informações da Folha de S.Paulo





