Governo de MG não aceita proposta de Samarco, BHP e Vale sobre acordo de reparação e encerra negociações; Justiça vai dar palavra final sobre Mariana

O governo de Minas Gerais não aceitou a proposta da Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, para um novo acordo de reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, e decidiu encerrar as negociações. Agora, o processo deve seguir na Justiça. O valor oferecido pelas empresas foi…

O governo de Minas Gerais não aceitou a proposta da Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, para um novo acordo de reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, e decidiu encerrar as negociações. Agora, o processo deve seguir na Justiça.

O valor oferecido pelas empresas foi de R$ 112 bilhões – Minas Gerais ficaria com 62% do valor, e o Espírito Santo, com os outros 38%.

A informação é do portal G1, segundo a qual o impasse com o estado surgiu na forma de pagamento. As empresas queriam 20 anos para quitar todo o montante, sendo 19% nos primeiros quatro anos e 30% nos últimos cinco anos do prazo. O governo não aceitou e decidiu encerrar a negociação.

O rompimento da barragem de fundão matou 19 pessoas e contaminou o Rio Doce até o mar.

“Nós chegamos a essa conclusão na data de hoje a partir do momento em que as três empresas colocam que as propostas apresentada por elas são as propostas finais, e são propostas consideradas por nós absolutamente insuficientes, porque vão levar a uma postergação ainda maior da reparação ambiental e da reparação social”, afirmou a secretária de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Luísa Barreto.

A tragédia em Mariana aconteceu em novembro de 2015. 7 anos depois famílias desabrigadas ainda não foram reassentadas. 

Há quase dois anos, os governos de Minas e Espírito Santo e mais 48 prefeituras vinham tentando um novo acordo com as mineradoras. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) era responsável pela mediação das negociações. A previsão era que o acordo fosse assinado em 2021. 

O Ministério Público Federal afirmou que ainda não recebeu a informação oficialmente, mas que não assinará nenhum acordo que não tenha a concordância do poder público.

A Samarco disse que não vai comentar o caso. A Vale também afirmou que não tem comentários.

A BHP não se manifestou sobre a decisão do governo de Minas.

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