Governo brasileiro fará nova autópsia no corpo de Juliana Marins

Decisão de atender os pedidos da família da publicitária foi do presidente Lula. Detalhes serão definidos em reunião nesta terça (1°).

A  Advocacia-Geral da União (AGU) ) informou, nesta segunda-feira (30), que vai cumprir voluntariamente o pedido da família de Juliana Marins e vai refazer a autópsia do corpo da publicitária, que morreu depois de cair em penhasco na trilha do Monte Rinjani, na Indonésia. A família de Juliana solicitou que seja realizada uma nova autópsia no corpo da jovem, desta vez no Brasil.

“Imagens de drones de turistas sugerem que Juliana tenha resistido ao acidente inicial e esperado dias pelo resgate. A expectativa é de que um novo exame, agora em território nacional, esclareça definitivamente as causas e o momento da morte da jovem brasileira”, diz a AGU em nota.

O órgão informa ter pedido uma audiência urgente com a Defensoria Pública da União (DPU) e com o Governo do Estado do Rio de Janeiro para definir a forma mais adequada de atender ao desejo da família. O pedido foi aceito pela Justiça e a previsão é que a audiência seja feita ainda nesta terça-feira (1º), às 15h.

“A decisão de atender com urgência todos os pedidos dos familiares de Juliana partiu de uma determinação do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva”, diz a AGU.

O encontro deverá definir os detalhes de como e onde será feito o novo procedimento. Segundo a AGU, a Polícia Federal (PF) se ofereceu para colaborar, por exemplo, com o traslado do corpo até o IML (Instituto Médico Legal) que for designado, caso seja essa a medida definida pelas instituições.

A família da jovem já havia manifestado interesse em uma nova autópsia feita no Brasil. A DPI entrou com uma ação judicial, no domingo (29) com esse objetivo. De acordo com a DPU, a necrópsia deve ocorrer em no máximo seis horas após a chega do corpo da jovem ao Brasil, a fim de garantir a preservação das evidências.

O translado do corpo será realizado pela empresa Emirates, A companhia áerea informou que que o corpo será transportado para Dubai mesta terça-feira (1º) e, de lá, deve seguir para o Rio de Janeiro na quarta-feira (2).

O procurador-regional da União da 2ª Região, Glaucio de Lima e Castro, afirmou que a AGU optou por colocar a União à disposição. “Devido à natureza humanitária e ao conteúdo da demanda, compreendeu-se que a postura mais adequada seria a de colaborar para que as providências solicitadas pudessem ser operacionalizadas com celeridade e efetividade”, diz Lima e Castro, na nota da AGU.

Juliana desapareceu durante uma trilha no Monte Rinjani, um dos principais destinos turísticos da Indonésia, e teve seu corpo encontrado dias depois por equipes de resgate. A repercussão do caso ganhou força nas redes sociais e na imprensa brasileira, especialmente após a divulgação de vídeos e informações sobre as condições da trilha e a atuação das autoridades locais.

Na sexta-feira (27), o médico legista responsável pela análise inicial do corpo informou que o laudo preliminar indicou morte por trauma contundente. A lesão teria causado danos internos severos e hemorragia, levando à morte cerca de 20 minutos após o impacto.

De acordo com o perito, embora a primeira queda tenha ocorrido na trilha, Juliana pode ter sofrido outros tombos no dia seguinte, já que a área é extremamente íngreme. A hipótese mais provável é que uma dessas quedas subsequentes tenha provocado os ferimentos fatais. A morte teria ocorrido entre terça-feira (24) e quarta-feira (25), segundo a perícia.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading