Corpo de Juliana Marins chega ao Brasil e será trazido ao Rio para nova autópsia

Traslado da Indonésia custou R$ 55 mil e foi pago por Niterói; exame pericial solicitado pela família pode esclarecer causa da morte

O corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, chegou ao Brasil nesta terça-feira (1º), uma semana após ter sido resgatado de uma encosta no Monte Rinjani, na Indonésia. O voo comercial da Emirates Airlines pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, pouco depois das 17h, segundo o site FlightRadar. A informação é do portal UOL.

De São Paulo, o caixão foi transferido para uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), com destino ao Rio de Janeiro. O pouso na Base Aérea do Galeão está previsto para as 18h30. A operação de traslado foi custeada pela Prefeitura de Niterói, cidade natal da jovem, ao custo de R$ 55 mil.

A chegada ao Brasil marca o início de uma nova etapa nas investigações sobre as circunstâncias da morte de Juliana. A família, que manifestou desconfiança em relação à apuração feita pelas autoridades indonésias, solicitou à Justiça Federal uma nova autópsia no país. O pedido foi atendido na segunda-feira (30) pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Necrópsia até seis horas após corpo chegar ao Rio

De acordo com a Defensoria Pública da União, a necrópsia deve ocorrer em até seis horas após a aterrissagem no Rio de Janeiro. A Polícia Federal se prontificou a transportar o corpo da Base Aérea até o Instituto Médico Legal (IML). No entanto, o local exato onde o exame será realizado ainda depende de definição judicial em audiência marcada para esta tarde.

O objetivo da nova perícia é esclarecer a causa da morte e avaliar se houve omissão ou negligência durante o resgate. Juliana havia desaparecido no fim de junho durante uma trilha no Monte Rinjani, um dos destinos mais procurados por turistas na Indonésia. Seu corpo foi localizado em uma encosta dias depois, em local de difícil acesso, o que atrasou a remoção e aumentou as dúvidas sobre a atuação das autoridades locais.

Como forma de homenagem, a Prefeitura de Niterói deu o nome de Juliana a um mirante e a uma trilha na Praia do Sossego, região litorânea da cidade onde ela nasceu. A cerimônia de velório e sepultamento ainda não tem data confirmada, pois depende da conclusão da nova autópsia.

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