De acordo com o levantamento resultante da parceria entre a Genial Investimentos e a empresa de inteligência de dados Quaest, a avaliação negativa do governo Bolsonaro subiu de 50%, em janeiro, para 51%, em fevereiro, o que, apesar de dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configura tendência de alta.
O estudo ainda revelou que 80% dos eleitores desaprovam a maneira como o presidente conduz o combate à inflação. A segunda maior crítica ao atual governo diz respeito ao combate à violência, de 65%. Sessenta e três porcento dos eleitores reclamam de Bolsonaro no combate à pandemia; 62% consideram negativas as políticas de geração de empregos; e 61% consideram negativa a forma como Bolsonaro combate à corrupção. Para 35% dos entrevistados, o maior problema do país neste momento é a economia. Outros 27% dizem que é a saúde.
A avaliação de Bolsonaro piorou em três das cinco regiões do país. No Nordeste, o aumento foi maior, passando de 56% para 61%. No Norte, subiu de 42% para 48%, e, no Sul, passou de 48% para 49. Já no Sudeste, recuou de 49% para 47% e, no Centro-Oeste, declinou de 48% para 42%.
Apesar de a rejeição a Bolsonaro ser maior entre mulheres do que entre homens, entre janeiro e fevereiro, a avaliação negativa do atual governo cresceu entre o público masculino, passando de 44% para 48%. Entre o público feminino, recuou de 55% – maior patamar desde o início da pesquisa em julho de 2021 –, em janeiro, para 54%, em fevereiro.
Bolsonaro mantém a liderança da rejeição entre os candidatos, com 66% dos entrevistados afirmando que não votariam nele nas eleições deste ano. Em segundo lugar, Sergio Moro, tem 62% dessa aversão. E, em terceiro lugar, João Dória, tem 61% de rejeição, seguido por Ciro Gomes, em quarto, com 54%. Lula, em quinto lugar, ficou com 43%, mesmo percentual do registrado em janeiro.
A Pesquisa Genial/Quaest para as eleições de 2022 foi realizada entre os dias 3 e 6 de fevereiro e ouviu 2 mil eleitores.






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