Uma suposta oferta de trabalho eleitoral que prometia dinheiro, transporte, alimentação e outros benefícios levou quatro pessoas ao comitê do deputado estadual Prof. Josemar (Psol), em São Gonçalo, mas terminou na delegacia. O parlamentar registrou nesta terça-feira (17), na 73ª DP (Neves), uma tentativa de golpe que estaria utilizando seu nome e a identidade visual de sua campanha para obter cópias de documentos de identidade.
Segundo as informações apresentadas pelo deputado, as mensagens foram enviadas pelo número (21) 96765-4328, que utilizava foto e material gráfico associados à campanha. Os responsáveis pela abordagem solicitavam documentos dos interessados e ofereciam R$ 100, além de café da manhã, passagem de ida e volta, camiseta e participação em um churrasco previsto para esta sexta-feira.
As pessoas que receberam as mensagens foram orientadas a comparecer às 7h em frente à sede da Prefeitura de São Gonçalo, onde supostamente começariam o trabalho. Como ninguém responsável pela oferta apareceu, quatro pessoas procuraram o comitê de Josemar em busca de esclarecimentos.
Grupo procurou comitê
Ao chegarem ao local, os homens e mulheres que haviam recebido a proposta relataram o ocorrido e foram informados de que a oferta não havia partido dos canais oficiais da campanha.
A partir dos relatos, integrantes da equipe identificaram a possibilidade de uso indevido do nome e da identidade visual do candidato. O caso chamou atenção também pela solicitação de cópias de documentos pessoais como parte da suposta contratação.
Josemar estava em um compromisso externo de campanha quando foi informado sobre o episódio. Depois de tomar conhecimento da situação, procurou a 73ª DP para registrar a ocorrência.
Deputado nega ligação com número
O parlamentar afirmou que o telefone utilizado nas mensagens não possui qualquer relação com sua equipe e negou que a forma de recrutamento apresentada às pessoas corresponda aos procedimentos adotados pela campanha.
“Esse é um número desconhecido, sem nenhuma ligação com a nossa campanha. Quero dizer também que essa não é a nossa prática. O que fazemos é militância, conversa com as pessoas”, declarou.
Josemar afirmou ainda que não é possível, neste momento, determinar a origem ou a motivação da abordagem. “Ainda não sabemos se esse fato tem motivação política ou se é mais um golpe na praça, mas já registramos na polícia e vamos acompanhar”, disse.
Alerta para novas abordagens
Após registrar o caso, Prof. Josemar publicou um vídeo nas redes sociais para alertar sobre a utilização de seu nome e pedir que a denúncia seja compartilhada, com o objetivo de evitar que outras pessoas forneçam documentos ou informações pessoais aos responsáveis pelas mensagens.
A campanha do deputado, que concorre à reeleição, também informou que abordagens anônimas oferecendo dinheiro para trabalho de militância não fazem parte de seus procedimentos.







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