Gleisi evita falar em dissidência no PT e já admite apoio a Paes sem indicação de vice

Antes, a deputada condicionava o apoio à indicação, agora fala que “os diálogos vão traçar o futuro”

Caio de Santis (correspondente do blog em Brasília)

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, passou a adotar um tom mais brando ao falar da possibilidade de apoio à candidatura de reeleição de Eduardo Paes à prefeitura, mesmo que o vice não seja indicado pelo partido do presidente Lula. Gleisi, que antes condicionava o apoio à indicação, agora fala que “os diálogos vão traçar o futuro”. O marido dela, o deputado Lindbergh Farias, que é deputado pelo Rio de Janeiro, iniciou um movimento de apoio à candidatura de Tarcísio Motta, do PSOL, diante da probabilidade de Pedro Paulo ser o escolhido por Paes.

A postura de Gleisi segue uma movimentação vista no Palácio do Planalto, onde o presidente Lula já apresentou o nome de André Ceciliano para vice de Paes, mas não deve retirar o apoio, caso Paes não aceite o indicado. Apesar disso, a presidente do partido faz movimentos de pressão: ela segue com o pedido para uma reunião com Paes neste mês, na qual pretende expor a necessidade de uma união de forças contra o bolsonarismo representado pela candidatura de Alexandre Ramagem, do PL.

O pedido de reunião com Paes surgiu em uma reunião, no mês passado, convocada por Gleisi. Lideranças de partidos do campo da esquerda, como o próprio PT, Solidariedade e o PDT, estiveram presentes em Brasília. A ideia de formalizar uma dissidência interna de apoio à candidatura de Tarcísio Motta, levantada ali, entretanto, está suspensa até segunda ordem. Apesar deste movimento não partir de Gleisi, Lindbergh tem defendido abertamente o apoio de petistas ao PSOL.

Como a Agenda do Poder noticiou, sabendo da dissidência puxada por Lindbergh, Motta passou a tentar atrair lideranças de partidos de esquerda para criar uma unidade em torno de sua chapa nas eleições municipais deste ano. A ideia do parlamentar é ter em sua chapa nomes do PT, PC do B, PV, PDT e PSB. “Tenho diálogos muito francos e positivos com o deputado Lindbergh Farias. Me orgulhará muito ter o Lindbergh no meu palanque, no palanque que nós vamos construir no Rio de Janeiro porque temos muita identidade demonstrada aqui no Congresso Nacional nas votações e reflexões que temos feito”, afirmou o deputado federal do PSOL

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