Genocídio em Gaza: Netanyahu dissolve gabinete de guerra após pressão da extrema direita

No domingo, as Forças Armadas de Israel anunciaram uma pausa humanitária nos ataques à região palestina, o que enfureceu ministros extremistas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, dissolveu o gabinete de guerra após a saída do governo do ex-general centrista Benny Gantz e a pressão da ala de extrema direita da coalizão que o sustenta no poder.

A informação foi divulgada pelas agências Reuters e Associated Press nesta segunda-feira (17), que a credita a um funcionário de alto escalão do governo.

Segundo o “New York Times”, a dissolução já era esperada desde a saída de Gantz do governo, anunciada no último dia 9.

Espera-se agora que Netanyahu mantenha consultas sobre o genocídio que Israel promove em Gaza com um pequeno grupo de ministros, incluindo o ministro da Defesa, Yoav Gallant, e o ministro dos Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, que integrava o gabinete de guerra.

Netanyahu tem se deparado com exigências dos aliados nacionalistas-religiosos — os sionistas — de sua coligação, como o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, para serem incluídos no gabinete de guerra, uma medida que teria intensificado as tensões com parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos.

Pausa humanitária

No domingo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram uma pausa de algumas horas nos bombardeios a Gaza para facilitar a entrada de ajuda humanitária.

A medida, que é uma exigência de aliados internacionais, como os EUA, enfureceu os ministros radicais do governo.

O recente massacre de Israel a Gaza teve início em outubro de 2023, depois que o grupo militante Hamas atacou o país, matando 1200 pessoas.

Desde então, o Ministério da Saúde de Gaza afirma que a ação militar israelense na Faixa de Gaza já deixou 37 mil mortos, incluindo 15 mil crianças.

Com informações do g1.

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