Anthony Garotinho (Republicanos) e Eduardo Paes (PSD) travaram um duro confronto durante o debate da TV Globo desta terça-feira (29), ao retomarem um episódio ocorrido há 13 anos: o desaparecimento de vigas de aço retiradas do Elevado da Perimetral, na Zona Portuária do Rio.
O embate começou de forma incomum. Paes tinha direito a fazer uma pergunta a Garotinho, mas usou inicialmente seu tempo para atacar Douglas Ruas (PL). Quando recebeu a palavra, Garotinho concordou com parte das críticas feitas a Ruas e mudou imediatamente o alvo.
“Tudo que você falou do Douglas Ruas é verdade, mas eu quero fazer uma pergunta para você. Eu acho que todo mundo aqui quer saber onde é que está a viga da Perimetral”, disparou.
Garotinho insiste sobre destino das vigas
Garotinho repetiu várias vezes a pergunta e afirmou ter investigado o destino das estruturas. Em um dos momentos mais tensos do confronto, acusou pessoas ligadas a Paes de terem vendido as peças.
“Elas foram levadas para o porto e foram parar no Catar. Não foi a empresa que vendeu, não. Foi gente ligada a você. Você devia estar preso”, afirmou Garotinho.
O candidato ainda declarou possuir documentos relativos à saída do material pelo porto e acusou Paes de responsabilidade pelo episódio. As afirmações foram apresentadas por Garotinho sem exibição das supostas provas durante o trecho do debate.
Registros jornalísticos da época mostram que seis vigas de aproximadamente 20 toneladas cada desapareceram em 2013 de um terreno no Caju. A concessionária Porto Novo era responsável pela guarda do material. Na ocasião, Paes classificou o episódio como “inacreditável” e afirmou que a concessionária deveria ressarcir o poder público caso as estruturas não fossem recuperadas.
Paes recebe direito de resposta e rebate
A acusação de Garotinho levou Paes a pedir direito de resposta, concedido pela organização do debate. O candidato do PSD atacou a credibilidade do adversário e negou que as vigas tivessem sido vendidas para o Catar.
“Não tem viga nenhuma vendida para o Catar”, afirmou.
Paes disse que as estruturas haviam sido roubadas e sustentou que a empresa privada responsável pelas peças teria ressarcido o prejuízo. Depois, aproveitou o restante do direito de resposta para voltar às propostas de mobilidade e defender a implantação da Linha 3 do metrô até São Gonçalo e Itaboraí.







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