Funcionários da Enel protestam contra fim da concessão em São Paulo

Manifestação reuniu mais de 5 mil trabalhadores contra possível fim da concessão

Mais de 5 mil trabalhadores da Enel participaram, na manhã desta quinta-feira (12), de uma manifestação na Praça do Patriarca, no Centro de São Paulo. O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e teve como objetivo contestar a possibilidade de caducidade da concessão da empresa e defender a manutenção dos empregos no setor.

A mobilização reuniu trabalhadores próprios e terceirizados da companhia, além de lideranças sindicais. Os participantes demonstraram preocupação com os impactos sociais que uma eventual mudança na concessão poderia provocar, especialmente em relação à preservação dos postos de trabalho.

O presidente do sindicato, Eduardo Annunciato, conhecido como Chicão, conduziu uma assembleia durante o ato e criticou a posição da Prefeitura de São Paulo, que tem defendido o encerramento da concessão da distribuidora.

Segundo ele, decisões políticas não podem colocar em risco a estabilidade de milhares de trabalhadores.

“Estamos aqui para defender os empregos e a segurança das famílias que dependem dessa atividade. Não é possível tratar um tema tão sério com viés político”, afirmou.

Chicão também destacou que o sindicato mantém diálogo com a administração municipal desde 2023 e que a principal pauta apresentada pela entidade tem sido a preservação dos empregos no setor elétrico.

Possibilidade de novas mobilizações

De acordo com o dirigente sindical, as manifestações podem ganhar novas proporções caso o debate sobre o fim da concessão avance sem considerar as preocupações da categoria. Ele não descartou a realização de novos atos, inclusive mobilizações em Brasília e a possibilidade de paralisação dos trabalhadores.

Apesar das críticas, o presidente do sindicato afirmou que o protesto ocorreu de forma pacífica e organizada, destacando a união dos trabalhadores em defesa de seus direitos.

Preocupações com o setor elétrico

Durante o ato, representantes sindicais também alertaram para possíveis consequências da caducidade da concessão da empresa. Segundo eles, além de ameaçar empregos, a medida poderia gerar instabilidade no sistema de distribuição de energia e aumentar a insegurança jurídica no setor.

Na avaliação da categoria, mudanças no modelo de concessão devem considerar não apenas questões políticas, mas também a continuidade dos serviços e a proteção dos trabalhadores.

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