Governador de São Paulo afirma que Enel deve perder concessão por ser incompetente

“Essa empresa não tem condições de prestar o serviço. Onde ela esteve no Brasil, fracassou”, diz Tarciso

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta terça-feira (15) o fim da concessão da Enel, responsável pela distribuição de energia na Grande São Paulo. A declaração foi dada em resposta aos sucessivos apagões que têm afetado a região desde a última sexta-feira (11). Segundo ele, a empresa não tem condições de continuar operando no Brasil.

Tarcísio argumentou que, em vez de prorrogar o contrato da Enel, o governo deveria preparar uma nova licitação. “Nos últimos tempos, tem-se discutido a possibilidade de prorrogação desse contrato, quando deveríamos estar estruturando já uma nova licitação, uma nova concessão. Porque, sabidamente, essa empresa não tem condições de prestar o serviço. Onde ela esteve no Brasil, ela fracassou”, afirmou.

“Está claro que ela não se preparou para fazer investimentos”, diz governador

Ele criticou a atuação da empresa, alegando falta de preparação para investimentos e para a gestão eficiente da distribuição de energia na cidade de São Paulo. “Está claro que ela é incompetente. Está claro que ela não se preparou para fazer investimentos. Está claro que ela tem que sair daqui. Ela tem que sair do Brasil.”

Ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Tarcísio defendeu a abertura de um processo de caducidade, o que, segundo ele, obrigaria a empresa a corrigir seus erros ou, em último caso, resultar na extinção do contrato. “O processo de caducidade é contratual. Está lá, está na lei”, disse o governador. “Se ela não trabalhar, nós vamos ter a extinção do contrato e vamos fazer uma nova licitação e vamos colocar uma nova empresa.”

Tarcísio agendou uma reunião com Nunes, prefeitos de outras cidades afetadas e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, para discutir o tema. Ele também afirmou que o TCU tem papel importante na questão, já que, segundo ele, o Ministério de Minas e Energia e a Aneel “falharam”.

Com informações de Metrópoles

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