‘Foram para matar’, diz secretario de segurança sobre invasão de hospital na Zona Oeste

Vitor dos Santos também criticou a fala do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, sobre a segurança nas unidades de saúde

O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor do Santos, afirmou que os criminosos que invadiram o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste, na noite desta quarta-feira (17), tinham a intenção de executar Lucas Fernandes de Sousa, de 31 anos.

“Eles foram até lá para matar, não para resgatar. Um dos invasores já foi identificado, é o mesmo que participou da emboscada anterior contra a vítima. Esse homem já tinha passagens pela polícia desde 2019 por envolvimento com milícia. Os outros ainda não foram identificados”, afirmou Santos, em coletiva de imprensa.

A investigação segue na 36ª DP (Santa Cruz) com a apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). 

O secretário também rebateu a declaração Daniel Soranz, sobre os 516 hospitais e unidades que tiveram atividades interrompidas por questões de segurança pública.

“É mentira. Ele é um mentiroso. Isso não condiz com a verdade. Se formos apurar, não chega nem a 20% das ocorrências registradas. Esse tipo de declaração gera insegurança e medo na população. A segurança pública está presente para atender, com policiais militares em cada unidade hospitalar do estado e do município. No caso do Hospital Pedro II, o policial de plantão acionou o 27º BPM e permitiu que a equipe reforçasse a segurança”, explicou.

Além dele, o secretario Marcelo de Menezes, e de Polícia Civil, Felipe Curi, se reuniram no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, na Zona Norte.

Prefeito visitou o hospital na manhã desta quinta-feira (18) | Crédito: Reprodução

Paes se manifesta

O prefeito Eduardo Paes também se manifestou sobre a segurança nas unidades da prefeitura. Ele destacou que os hospitais possuem vigilância básica, mas não há estrutura para impedir invasões com homens armados e em grande número

“A prefeitura vai sempre atender à população. Tivemos todo o apoio da Polícia Militar, inclusive na transferência do paciente, e graças a isso não houve maiores consequências. É importante que as forças policiais atuem com comando claro, e que quem comete crimes seja responsabilizado. Não pode haver sensação de impunidade”, disse.

O caso

Cerca de oito homens armados invadiram o Pedro II durante a madrugada. O alvo do grupo era Alegado, internado na unidade após sobreviver a uma tentativa de homicídio e ser atingido por nove disparos.

Os criminosos renderam os seguranças do hospital e entraram no centro cirúrgico por volta de 2h40. Como o paciente já havia sido transferido para a enfermaria, ele não foi localizado. Sem encontrá-lo, o grupo deixou o local.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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