O senador Flávio Bolsonaro participou nesta quarta-feira (27) de uma reunião no Departamento de Estado dos Estados Unidos, em Washington, com o vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, e com Darren Beattie, assessor ligado ao presidente americano Donald Trump.
Segundo relato enviado a Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, pelo blogueiro Paulo Figueiredo, o encontro ocorreu “a convite” do governo americano. Entre os temas debatidos estariam possibilidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos em um eventual cenário eleitoral envolvendo o senador, além da proposta de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA.
Reunião ocorre após encontro com Trump
A agenda diplomática aconteceu apenas um dia depois de Flávio Bolsonaro se reunir com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca. Também participaram da reunião nos Estados Unidos o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.
De acordo com Figueiredo, Trump recebeu o senador brasileiro “de forma muito calorosa”. Ainda segundo o jornalista, a primeira pergunta feita pelo republicano teria sido sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Aliados do Partido Liberal (PL) interpretaram o encontro como um trunfo político para a eventual pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A avaliação dentro do grupo é que a aproximação com Trump e integrantes do governo americano fortalece a imagem internacional do senador e amplia sua interlocução política no exterior.
Facções criminosas no centro das conversas
Após o encontro na Casa Branca, Eduardo Bolsonaro afirmou ter solicitado ao governo americano que PCC e Comando Vermelho sejam classificados como grupos terroristas. O assunto voltou à pauta na reunião realizada nesta quarta-feira no Departamento de Estado.
A movimentação da família Bolsonaro nos Estados Unidos vem sendo monitorada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na terça-feira (26), o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro e declarou que o Brasil não precisava de “mais um da família trabalhando contra o país” em território americano.
Aproximação internacional gera repercussão política
Os encontros realizados em Washington ocorrem em meio à intensificação das articulações políticas da direita brasileira no cenário internacional. A estratégia de aproximação com Donald Trump e setores do governo republicano é vista por aliados como uma forma de reforçar a influência política do grupo bolsonarista diante das discussões sobre o cenário eleitoral brasileiro nos próximos anos.





Deixe um comentário