Flamengo dispensa Isaquias Queiroz e acaba com canoagem e remo paralímpico

Decisão estratégica do Flamengo encerra a canoagem e o remo paralímpico, atinge Isaquias Queiroz e marca uma reavaliação do projeto olímpico rubro-negro

O Flamengo anunciou nesta segunda-feira a dispensa do canoísta Isaquias Queiroz e o encerramento das modalidades de canoagem e do remo paralímpico. A decisão foi comunicada em nota oficial, na qual o clube classificou a medida como parte de uma avaliação estratégica alinhada às diretrizes do esporte olímpico rubro-negro.

Considerado um dos maiores atletas olímpicos da história do Brasil, Isaquias defendia o Flamengo há cerca de sete anos. Dono de cinco medalhas olímpicas, ele conquistou prata no C1 1000m em Paris 2024, ouro no C1 1000m em Tóquio 2020 e três medalhas nos Jogos do Rio 2016. Com ele, também foram dispensados os canoístas Gabriel Assunção, Mateus dos Santos, Valdenice do Nascimento e Roberto Maehler.

Além da canoagem, o Flamengo também encerrou sua participação no remo paralímpico, único esporte paralímpico mantido pelo clube até então. A equipe era formada por Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos de Oliveira e Valdenir Junior. Os atletas ainda não se pronunciaram publicamente após o anúncio.

Na nota, o Flamengo destacou que parte dos atletas da canoagem, incluindo Isaquias, não reside nem realiza treinamentos no Rio de Janeiro. Segundo o clube, esse fator inviabiliza a consolidação de um trabalho estruturado de base e a formação de novos talentos, considerados pilares do projeto esportivo rubro-negro.

O texto também ressaltou o legado deixado por Isaquias durante sua passagem pelo clube, classificando-o como referência mundial da modalidade e destacando o orgulho pelas conquistas obtidas com o Manto Sagrado. O Flamengo agradeceu aos atletas pelo profissionalismo e desejou sucesso na continuidade de suas carreiras.

A decisão gerou repercussão entre torcedores e no meio esportivo. Nas redes sociais, a esposa de Isaquias, Laina Guimarães, publicou uma mensagem lamentando a saída do atleta e afirmando que ver o canoísta fora do clube “corta o coração”, destacando a ligação afetiva da família com o Flamengo.

Segundo informações publicadas pela imprensa, o custo mensal do remo paralímpico para o clube girava em torno de R$ 10 mil. Ainda assim, o Flamengo afirmou que a medida segue a filosofia de concentrar investimentos em modalidades com estruturas permanentes, capazes de sustentar projetos de longo prazo e formação contínua de atletas.

Com o anúncio, o Flamengo redefine sua atuação no esporte olímpico e encerra um ciclo marcado por conquistas expressivas, especialmente na canoagem, modalidade que teve em Isaquias Queiroz seu maior símbolo dentro do clube.

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