Mesmo após o fim da greve dos rodoviários da Turp Transporte, a crise no sistema de ônibus de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, continua provocando desdobramentos políticos e administrativos.
O deputado estadual Yuri Moura (Psol) acionou o Detran-RJ solicitando fiscalização sobre denúncias de possíveis irregularidades na condução de coletivos durante o movimento grevista da empresa.
Em meio ao impasse, a Prefeitura de Petrópolis decretou intervenção na Turp e assumiu a operação das 93 linhas de transporte público que eram administradas pela empresa na cidade. O decreto foi assinado pelo prefeito Hingo Hammes e publicado no Diário Oficial da última quarta-feira (20).
Denúncias durante a paralisação
No ofício encaminhado ao Detran-RJ, Moura relata denúncias recebidas após a paralisação dos funcionários. Segundo o parlamentar, ônibus teriam retornado às ruas sendo conduzidos por pessoas que não seriam os motoristas habituais da empresa.
O deputado afirma ainda que alguns condutores estariam sem uniforme e sem comprovação da habilitação e capacitação exigidas para o transporte coletivo. O documento também cita falta de informações sobre a realização de testes psicotécnicos e toxicológicos em possíveis contratações emergenciais feitas durante a greve.
Reivindicações dos trabalhadores
Segundo Moura, o movimento grevista foi motivado por reclamações antigas da categoria, incluindo atrasos no FGTS, vale-alimentação e descumprimento de acordos anteriores.
“Há anos acompanho as mobilizações dos rodoviários, são reivindicações justas, trabalham muito e recebem pouco das empresas que não dão transparência do faturamento do sistema. Para piorar, a Turp, que coloca nas ruas ônibus atrasados e aos pedaços, está perseguindo os rodoviários que estão lutando por seus direitos”, afirmou.
Fiscalização solicitada
No pedido encaminhado ao Detran-RJ, o deputado solicita fiscalização presencial para verificar a regularidade das habilitações dos motoristas, a existência dos cursos obrigatórios para transporte coletivo, a anotação de atividade remunerada nas carteiras de habilitação e possíveis irregularidades em contratações feitas durante a paralisação.
O documento destaca ainda que a eventual utilização de profissionais sem a formação adequada pode representar riscos à segurança dos passageiros.






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