Uma paralisação de motoristas da empresa Turp Transportes comprometeu a circulação de ônibus em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, na madrugada desta quarta-feira (22). O movimento começou por volta das 4h e afetou diretamente 93 linhas, surpreendendo usuários nas primeiras horas do dia, informa o g1.
A mobilização tem como principal motivação uma série de pendências trabalhistas. Segundo os rodoviários, a empresa acumula atrasos no pagamento de salários, benefícios e outros direitos, o que levou à interrupção parcial do serviço de transporte público no município.
Reivindicações dos trabalhadores
Entre as principais cobranças da categoria estão a regularização do FGTS e das férias, pagamento de pensão alimentícia, quitação de salários atrasados — incluindo valores referentes ao dia 5 e ao adiantamento do dia 20 — além da entrega de cesta básica e do pagamento de rescisões. Os profissionais também reivindicam uma taxa adicional para aqueles que exercem dupla função, atuando como motorista e cobrador.
A concentração dos trabalhadores ocorre no Terminal de Corrêas, onde representantes sindicais acompanham o movimento e buscam diálogo com a empresa.
Histórico de paralisações
O impasse não é inédito. Ao longo de 2025, a Turp Transportes foi alvo de quatro paralisações — uma em junho, duas em julho e outra em setembro. Já em 2026, o sindicato chegou a declarar estado de greve na segunda semana de abril, mas a medida foi suspensa após a empresa quitar parte das pendências.
Impacto para a população
A paralisação ocorreu sem aviso prévio, segundo a Prefeitura de Petrópolis, o que agravou os transtornos para a população. Em nota, o município destacou que, mesmo após decisão judicial autorizando reajuste na tarifa, a empresa não estaria cumprindo suas obrigações com os trabalhadores, refletindo diretamente na qualidade do serviço prestado.
A Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) informou que mantém contato com a Turp para tentar restabelecer a operação das linhas o mais rápido possível.
Até a última atualização, o sindicato das empresas de transporte rodoviário da cidade não havia se manifestado sobre o caso.






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