O filme Elize: Sombras de uma Mulher, produção da Netflix inspirada na história de Elize Matsunaga, que matou o marido em um dos casos policiais mais famosos do país, se tornou um dos grandes fenômenos recentes da plataforma de streaming. O longa registrou 16,2 milhões de visualizações completas entre os dias 20 e 26 de julho, segundo dados divulgados pela própria empresa.
O resultado colocou a produção na terceira posição entre os conteúdos mais assistidos da Netflix no período, considerando filmes, séries e documentários de diferentes gêneros. O desempenho chama atenção também pelo fato de o longa ter estreado apenas na quarta-feira (22), ficando menos dias disponível para acumular audiência.
Com o resultado, Elize: Sombras de uma Mulher foi a produção de língua não inglesa mais vista da plataforma na semana analisada. O filme ficou atrás apenas da comédia 72 Horas em Miami, com 22,1 milhões de visualizações, e do documentário Amor Tóxico, que alcançou 18 milhões.
Filme conquista audiência fora do Brasil
O sucesso de Elize: Sombras de uma Mulher não ficou restrito ao público brasileiro. A produção apareceu no Top 10 da Netflix em 88 países e territórios, demonstrando o alcance internacional da história adaptada para o cinema.
O longa chegou ao primeiro lugar na Argentina, no Chile, na Eslováquia, na França, na Polônia, na República Tcheca, em Taiwan e na Nova Caledônia. O Brasil também aparece entre os mercados onde a produção alcançou a liderança.
A repercussão internacional reforça o interesse do público por histórias reais e produções do gênero true crime. O caso de Elize Matsunaga, que ganhou ampla repercussão no país, passou a alcançar uma nova audiência por meio da adaptação cinematográfica lançada mundialmente pela plataforma.
Lorena Comparato se prepara para interpretar Elize
A protagonista do filme é interpretada por Lorena Comparato, que divide o elenco principal com Henrique Kimura. O roteiro foi escrito por Raphael Montes, conhecido por trabalhos como Bom Dia, Verônica e Beleza Fatal, em parceria com Mariana Torres.
A direção é de Felipe Vellas, responsável por DNA do Crime. Para construir a personagem, Lorena afirmou ter recorrido à terapia e realizado um processo de preparação voltado especificamente para compreender a trajetória de Elize antes do crime envolvendo Marcos Matsunaga, morto em 2012.
A atriz também comentou sobre a necessidade de separar sua própria identidade da personagem e criticou a transformação da criminosa em uma figura de destaque nas redes sociais. Segundo Lorena, a preparação buscou compreender a mulher por trás do caso que chocou o país.
Pesquisa buscou compreender a trajetória da personagem
Durante a preparação para o papel, Lorena afirmou que sua principal preocupação era entender quem era Elize antes do crime. A intenção, segundo a atriz, foi apresentar diferentes momentos da trajetória da personagem e o contexto familiar e social que antecedeu os acontecimentos que ganharam repercussão nacional.
Para isso, a atriz realizou uma pesquisa sobre o caso e consultou documentos relacionados ao processo, materiais disponíveis publicamente e o documentário produzido anteriormente pela própria Netflix sobre Elize Matsunaga.
A estratégia de preparação buscou evitar uma abordagem limitada apenas ao crime e explorar as diferentes fases da vida da personagem retratada no longa. O resultado agora ganha repercussão mundial, com milhões de espectadores acompanhando a produção em diferentes países.
Assista o trailer oficial:






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