Fazenda anuncia medidas para elevar arrecadação e buscar déficit fiscal zero em 2024, entenda quais são

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira três novas medidas econômicas para tentar aumentar a arrecadação no ano que vem. O objetivo é viabilizar o compromisso do governo de obter uma meta fiscal de déficit zero em 2024. Serão três propostas que ainda devem ser submetidas ao Congresso. Entenda as medidas anunciadas: 1.…

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira três novas medidas econômicas para tentar aumentar a arrecadação no ano que vem. O objetivo é viabilizar o compromisso do governo de obter uma meta fiscal de déficit zero em 2024. Serão três propostas que ainda devem ser submetidas ao Congresso. Entenda as medidas anunciadas:

1. Compensação de impostos

O governo pretende limitar o valor anual que as empresas podem abater de impostos após obterem decisões judiciais que garantem uma compensação por valores pagos a mais em anos anteriores. A medida valerá apenas para empresas que possuem crédito acima de R$ 10 milhões. Afetaria, portanto, grandes empresas.

— A empresa vai poder continuar a compensar, mas será limitada a um determinado percentual, para que a Receita possa se planejar — disse Haddad.

Segundo o ministro, só em 2023, as compensações tiveram impacto de R$ 60 bilhões na arrecadação. Haddad destacou que é preciso ter previsibilidade na execução orçamentária e, por isso, é importante aprovar as medidas anunciadas nesta quinta-feira.

2. Alívio para o setor de eventos

O governo quer mudar o Perse, programa de incentivos ao setor de eventos criado na pandemia e que foi renovado depois por cinco anos. O programa tem validade até 2026. O impacto para as contas públicas, segundo o Ministério da Fazenda, é estimado em R$ 20 bilhões no ano que vem, valor bem acima do que foi previsto quando o programa foi originalmente aprovado.

Caso o projeto seja aprovado pelo Congresso, as empresas do setor vão voltar a pagar tributos.

— A projeção era de uma renúncia de R$ 4 bilhões ao ano. Acontece que estamos fechando o ano com mais de R$ 16 bilhões (em 2023). Isso sem contar o que não foi informado — disse Haddad.

3. Tributação na folha de pagamentos

Após a desoneração na folha de pagamentos sobre os 17 setores que mais empregam ter sido prorrogada pelo Congresso Nacional até 2027, Haddad propôs uma reoneração gradual da folha. A ideia é que seja feita aos poucos, com alíquotas diferenciadas por setor.

— Estamos analisando ao Congresso uma reoneração gradual, e não necessariamente volta para 20%, em alguns casos fica abaixo. E a ideia de isentar de cota patronal o primeiro salário mínimo de qualquer trabalhador celetista.

O ministro explicou que, independentemente do salário do trabalhador, ou seja, mesmo para os que ganham mais, haveria algum alívio tributário. A faixa inicial da remuneração, isto é, a parcela que vai até um salário mínimo de cada salário, teria isenção da cota patronal de impostos.

Segundo o ministro, essa proposta para os 17 setores seria uma espécie de teste nas mudanças que o governo planeja apresentar para a tributação da renda e do capital. Após a aprovação da primeira etapa da Reforma Tributária pelo Congresso — que tratou dos tributos sobre consumo — há a previsão, que consta nesta emenda constitucional, de mudar também as regras dos impostos sobre rendimentos.

Com informações do GLOBO.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading