O falso médico Fernando Henrique Dardis, foragido desde maio e acusado de homicídio por dolo eventual, se entregou à polícia na última terça-feira (24), em Guarulhos, na Grande São Paulo. A informação foi confirmada nesta quarta (25) pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP). Dardis é réu em um processo que investiga a morte de duas mulheres entre 2011 e 2012, quando ele atuava ilegalmente como médico na Santa Casa de Sorocaba, no interior paulista. A reportagem é do Diário do Centro do Mundo.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, Fernando Dardis não possuía registro no Conselho Regional de Medicina e chegou a forjar sua própria morte para fugir da responsabilização criminal. A Promotoria descobriu a fraude durante as apurações que culminaram no pedido de prisão preventiva, aceito pela Justiça no mês passado.
As vítimas do falso médico são Helena Rodrigues e Therezinha Monticelli Calvim. A acusação aponta que Dardis prescreveu medicamentos indevidos e negligenciou os cuidados necessários, o que teria levado ambas à morte. Segundo a Promotoria, ele agiu com dolo eventual — quando se assume o risco de provocar o resultado letal — e, por isso, responde por homicídio.
Após se apresentar espontaneamente na delegacia de Guarulhos, Dardis foi encaminhado ao 1º Distrito Policial do município, onde permanece preso e à disposição da Justiça. A Polícia Civil mantém as investigações em andamento, com foco em esclarecer como ele montou a farsa da própria morte e se contou com ajuda de terceiros para ocultar seu paradeiro nos últimos meses.
O caso reacendeu discussões sobre a fiscalização da prática médica e a vulnerabilidade de pacientes em instituições hospitalares públicas. A Santa Casa de Sorocaba não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta matéria.






