Fachin arquiva inquérito da Lava Jato contra JBS por falta de provas e por se basear apenas na palavra de delatores premiados

O ministro Edson Fachin, do STF, arquivou o inquérito que apurava supostos repasses ilícitos feitos pela empresa JBS ao senador Eduardo Braga (MDB-AM), ao ministro Vital do Rêgo, do TCU, e ao ex-deputado Paulo Bornhausen (PSB-SC). O magistrado atendeu pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que afirmou que não foram identificados elementos suficientes contra os…

O ministro Edson Fachin, do STF, arquivou o inquérito que apurava supostos repasses ilícitos feitos pela empresa JBS ao senador Eduardo Braga (MDB-AM), ao ministro Vital do Rêgo, do TCU, e ao ex-deputado Paulo Bornhausen (PSB-SC).

O magistrado atendeu pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que afirmou que não foram identificados elementos suficientes contra os três políticos.

Quando há parecer da Procuradoria nesse sentido, é praxe que o ministro acolha a manifestação.

O inquérito havia sido aberto com base nas delações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e do diretor da JBS Ricardo Saud.

Ambos afirmaram que a empresa frigorífica teria feito repasses a políticos do MDB para garantir a aliança com o PT nas eleições de 2014. Na época, Rêgo, atualmente ministro do TCU, era senador pelo MDB.

Na decisão, Fachin disse que o arquivamento é a única saída para respeitar os direitos dos investigados.

“Ao menos nos pontos analisados pela Procuradoria-Geral da República, resulta inviável prosseguir no caminho investigativo com esteio apenas na palavra de colaboradores destituída de elemento de corroboração”, disse.

(Com informações do UOL)

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