A família de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo do Rio de Janeiro, informou nesta terça-feira (10) que ele está desaparecido. Morador de Copacabana, Simonin teria sido visto pela última vez no próprio bairro.
De acordo com relato da esposa ao jornal O Globo, o ex-subsecretário desapareceu nas primeiras horas da manhã e pode estar desorientado. O alerta foi repassado à base do Segurança Presente de Copacabana, que recebeu informações preliminares sobre o caso.
Família pede ajuda para localizar ex-subsecretário
Em mensagem divulgada por familiares, Simonin é descrito como um homem que pode estar em estado de confusão mental ou em possível surto. A família mobilizou amigos e conhecidos para tentar encontrá-lo e pede que qualquer informação sobre o paradeiro seja comunicada às autoridades.
“Meu marido sumiu. Estamos contando com a ajuda de amigos para localizar”, afirmou a esposa do ex-subsecretário.
No comunicado, foram divulgados alguns dados para facilitar a identificação:
- Nome: José Carlos Simonin
- Sexo: masculino
- Residência: Copacabana
- Condição: desorientado, possivelmente em surto
Desaparecimento ocorre após polêmica envolvendo o filho
O desaparecimento acontece poucos dias após Simonin se envolver em uma controvérsia ligada ao caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em Copacabana, em 31 de janeiro.
O filho dele, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, está entre os quatro jovens indiciados pela 12ª DP (Copacabana) pelo crime de estupro qualificado cometido em concurso de pessoas. Também foram indiciados Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho.
Nos últimos dias, o advogado da vítima, Rodrigo Mondego, afirmou ter recebido mensagens ofensivas enviadas por Simonin nas redes sociais. Em uma delas, divulgada pelo defensor, o ex-subsecretário teria escrito: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar ‘às’ suas contas, vagabundo”.
Investigação do caso segue em andamento
O advogado da adolescente disse que atua para que os envolvidos respondam judicialmente e informou que avalia apresentar uma representação contra Simonin por coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal.
Durante a investigação, a polícia analisou imagens de câmeras de segurança do prédio onde o crime teria ocorrido. As gravações mostram a chegada dos jovens ao apartamento e a entrada da vítima, seguida do momento em que ela deixa o local acompanhada do adolescente que a teria convidado para ir até lá.
Exoneração após repercussão do caso
Após a repercussão da investigação envolvendo o filho, Simonin deixou o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado.
O pedido de exoneração foi feito pela secretária Rosangela Gomes e encaminhado ao secretário da Casa Civil, Nicola Miccione. A saída do cargo foi oficializada no Diário Oficial do Estado no dia 3 de março.






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