Ex-presidente do BRB deve ficar preso na Papuda após audiência de custódia

Investigação apura esquema com títulos falsos e operações envolvendo o Banco Master

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso na manhã desta quinta-feira (16/4) durante uma operação da Polícia Federal, deverá ser encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após passar por audiência de custódia, informa a coluna Grande Angular, do portal Metrópoles. A detenção ocorre no contexto da quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema envolvendo a emissão e negociação de títulos de crédito falsos ligados ao Banco Master.

A ofensiva da Polícia Federal incluiu o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, com ações no Distrito Federal e em São Paulo. Além de Costa, também foi preso o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável por representar o Banco Master em tratativas com o BRB.

Operação mira transações e atuação de gestores

As investigações buscam esclarecer a atuação de executivos e intermediários em operações financeiras consideradas suspeitas. Segundo as apurações, há indícios de irregularidades na negociação de títulos e possíveis falhas nos mecanismos de controle e governança.

Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB desde 2019 e teve papel central em iniciativas estratégicas do banco, incluindo a tentativa de aquisição do Banco Master. Durante sua gestão, a instituição também realizou a compra de ativos considerados problemáticos da instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.

Crise financeira no BRB

O banco enfrenta atualmente um cenário de instabilidade após a aquisição desses ativos. De acordo com o atual presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, a instituição precisará provisionar cerca de R$ 8,8 bilhões para cobrir possíveis perdas.

Os ativos adquiridos, que à época foram classificados como saudáveis, foram avaliados pelo próprio banco em aproximadamente R$ 21,9 bilhões. O descompasso entre a avaliação inicial e a necessidade atual de provisões acentuou a crise e aumentou a pressão sobre a gestão da instituição.

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