Ex-ministro de Bolsonaro acusa Valdemar de corrupção; presidente do PL diz que vai processá-lo

Após denúncia sem provas feita por Ricardo Salles, dirigente do PL reage, nega irregularidades e promete levar caso à Justiça em meio a disputa pelo Senado em São Paulo

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (11) que pretende acionar a Justiça contra o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), após declarações em que o parlamentar o acusa de envolvimento em corrupção. A reação ocorre em meio a uma disputa interna que evidencia o racha na direita paulista às vésperas das eleições.

Em entrevista, Valdemar foi direto ao comentar as falas de Salles, ex-ministro de Meio Ambiente do governo Bolsonaro. “Vou processá-lo. Vamos ver se vai ser homem e confirmar o que falou”, disse à CNN Brasil, rebatendo as acusações e elevando o tom do embate público entre aliados do mesmo campo político.

Acusação sem provas amplia tensão

As declarações de Salles foram feitas durante participação no podcast IronTalks, no último sábado (9). Na ocasião, o deputado afirmou que integrantes ligados a Valdemar teriam participado de supostos desvios no Ministério dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Salles também mencionou o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dizendo que ele teria promovido uma “limpa” na pasta durante o governo Bolsonaro. Além disso, insinuou que o governador evitou se filiar ao PL em 2022 por conhecer práticas internas do partido. O deputado, no entanto, não apresentou provas ou documentos que sustentem as alegações, e não há investigação oficial sobre o caso.

Disputa pelo Senado aprofunda divisão

Apesar da crise, Valdemar minimizou possíveis impactos eleitorais. “Nenhum [impacto], quem tem voto é Bolsonaro”, afirmou, ao comentar reflexos na corrida eleitoral.

O embate ocorre em meio à definição de candidaturas ao Senado por São Paulo. A escolha de André do Prado (PL) como nome do partido, apoiado por Valdemar, gerou divergências internas, inclusive com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que defendia outro candidato. Salles, por sua vez, havia sinalizado abrir mão da disputa em favor de um aliado.

Pesquisas recentes aumentam a preocupação no campo da direita, ao apontarem vantagem de nomes ligados ao governo Lula. Nesse cenário, a fragmentação interna pode influenciar o desempenho eleitoral, especialmente diante da concorrência consolidada.

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