Evangélicos da Câmara brigam por ‘espólio de Otoni’, após distanciamento de Bolsonaro

Em 2022, Otoni teve 158.507 votos e foi o sétimo deputado mais votado do Rio

1–2 minutos

Por Rodrigo Vilela

Membros da bancada evangélica da Câmara estimam que o deputado Otoni de Paula, do MDB, deve perder parte considerável dos seus votos nas eleições deste ano, após ter se distanciado do bolsonarismo. Liderança religiosa incontestável no Congresso, Otoni passou a defender Eduardo Paes, em detrimento de Ramagem, em 2024, e do governador Cláudio Castro. Com isso, vários nomes de assanham, em busca dos votos que devem ser deixados para trás.

Em 2022, Otoni teve 158.507 votos e foi o sétimo deputado mais votado do Rio. Com representação no secretariado de Paes, estima-se que ele seguirá bem votado, mas dificilmente vai ultrapassar os 100 mil eleitores. 

Não por acaso, a bancada evangélica fluminense oferecerá dois nomes às urnas, que podem amealhar parte do eleitorado: o vereador do Rio, Rafael Satiê, e de Niterói, Douglas Gomes. 

Em novembro do ano passado  Otoni se disse “arrependido” de ter tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro como “mito” e afirmou que tem preferido “andar sozinho do que mal acompanhado”. 

Em discurso na tribuna da Câmara, o parlamentar, que atua como pastor da Assembleia de Deus Missão, também afirmou que não quer mais ser visto como “extremista”. A declaração foi feita no dia seguinte à determinação de trânsito em julgado da condenação de Bolsonaro e dos outros sete réus do núcleo crucial da trama golpista.

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