EUA e Japão assinam acordo sobre minerais críticos e terras raras

Parceria reforça cooperação econômica e militar e busca reduzir dependência da China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, assinaram nesta terça-feira (28), em Tóquio, um acordo para garantir o fornecimento de minerais essenciais e terras raras, considerados estratégicos para setores como energia, defesa e tecnologia. Segundo comunicado da Casa Branca, o pacto prevê ações conjuntas de mineração, processamento e investimento para fortalecer cadeias de suprimentos seguras e diversificadas.

Os dois países pretendem coordenar políticas econômicas e ampliar investimentos para desenvolver mercados “diversificados, líquidos e justos” de minerais críticos, segundo o texto. O acordo ocorre em um momento de crescente disputa global por recursos minerais, especialmente diante do domínio chinês sobre a produção e o refino de terras raras.

Primeiro encontro entre Trump e Takaichi

A reunião marcou o primeiro encontro entre Trump e Sanae Takaichi desde que a líder conservadora assumiu o cargo, tornando-se a primeira mulher a comandar o governo japonês. O diálogo, centrado em comércio e segurança regional, ocorreu apenas uma semana após sua posse, na qual ela prometeu acelerar o reforço das Forças Armadas japonesas e aprofundar a aliança com Washington.

Durante o encontro, Takaichi elogiou o “compromisso de Trump com a paz e a estabilidade mundial”, destacando a importância da parceria entre as duas potências no contexto asiático. O presidente dos EUA, por sua vez, afirmou que as relações bilaterais “serão mais fortes do que nunca”, indicando uma nova fase de cooperação entre os países.

Visita à base naval e agenda na Ásia

Ainda na tarde desta terça-feira (28), Trump e Takaichi visitaram a base naval de Yokosuka, próxima a Tóquio, onde está atracado o porta-aviões USS George Washington — um dos símbolos da presença militar dos Estados Unidos no Indo-Pacífico. A visita reforçou a aliança estratégica entre os dois países em meio às tensões crescentes na região, que incluem disputas no Mar da China Meridional e as provocações nucleares da Coreia do Norte.

Trump também deve participar de um encontro com líderes empresariais japoneses em Tóquio antes de seguir para a Coreia do Sul, na quarta-feira (29), para ampliar o diálogo sobre segurança e comércio no leste asiático.

Relação com a China e busca por equilíbrio econômico

O governo dos EUA informou que Trump manteve conversas recentes com o presidente chinês, Xi Jinping, e que espera alcançar uma trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. O novo acordo com o Japão, contudo, é visto por analistas como um movimento estratégico para reduzir a dependência dos EUA em relação a Pequim na área de minerais críticos — um tema considerado sensível para a segurança nacional e para o avanço tecnológico do país.

A parceria entre Washington e Tóquio reforça a tendência de reconfiguração das cadeias globais de suprimentos, buscando maior autonomia em setores estratégicos como semicondutores, baterias e energia limpa.

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