O Estado do Rio de Janeiro e o Governo Federal deram um passo decisivo na luta contra o crime organizado. Nesta terça-feira (4), foi realizada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) a primeira reunião presencial do Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado, estrutura criada para coordenar ações conjuntas entre forças estaduais e federais. O encontro marca o início de uma ofensiva nacional contra as facções criminosas que operam em diferentes regiões do país.
O governador Cláudio Castro participou da reunião ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e reforçou que a união de esforços é essencial para enfraquecer as organizações criminosas. “O Rio pode vencer batalhas sozinho, mas não a guerra. O enfrentamento ao crime organizado precisa ser nacional, porque esses grupos atuam em todo o país. Essa parceria é fundamental para proteger a população”, declarou.
Alinhamento entre forças estaduais e federais
O encontro contou ainda com a presença do secretário estadual de Segurança Pública, Victor dos Santos, e do secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo. Durante a reunião, foram definidas as primeiras diretrizes de funcionamento do novo escritório, que terá reuniões virtuais duas vezes por semana para garantir o acompanhamento das ações.
“Tratamos de temas essenciais para o Rio e já temos outras reuniões programadas. Foi criado um Grupo Técnico para garantir que as ações ocorram de forma ágil e eficiente. Foi um encontro muito produtivo”, destacou Victor dos Santos.
Foco em fronteiras, armas e retomada de territórios
Entre os principais temas discutidos estão o reforço na fiscalização das fronteiras para conter o fluxo de armas e drogas, além do fortalecimento da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Fico). A equipe deve ganhar novos analistas e ampliar sua capacidade operacional em inteligência e investigações.
Mário Sarrubbo, que vem defendendo uma estratégia nacional de enfrentamento, afirmou que o tráfico de armas exige uma resposta articulada entre estados e União. “A entrada de armas no Rio vem de vários pontos do país e do exterior. É necessário o envolvimento de toda a nação. Vamos chamar o Brasil para este diálogo e teremos respostas desestruturantes para a criminalidade”, disse.
O grupo também tratou de mecanismos de financiamento para operações conjuntas e do avanço do Plano de Retomada de Território, uma iniciativa determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para reocupar áreas dominadas por facções e restabelecer a presença do Estado.
A expectativa é que, com a atuação do Escritório Emergencial, o Rio passe a integrar um modelo de cooperação permanente com o governo federal — envolvendo inteligência, policiamento e recursos estratégicos — para enfrentar de forma coordenada um dos maiores desafios de segurança pública do país.






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