A Prefeitura do Rio inaugurou três de 10 polos de atendimento a pacientes com dengue na manhã desta segunda-feira. Em decreto publicado no Diário Oficial, o prefeito Eduardo Paes declarou estado de emergência de saúde pública devido à epidemia. A abertura dos polos faz parte de um plano de contingência que prevê uma série de ações. O início do atendimento no polo de Curicica, que passa a funcionar no Hospital Municipal Raphael de Paula Souza, teve a presença do secretário municipal de saúde do Rio, Daniel Soranz, e da ministra da Saúde, Nísia Trindade, que destacou a importância da participação da população no combate à proliferação de foco do mosquito:
— Nós estamos trabalhando na coordenação desse esforço nacional para locais onde há emergência, como é o Rio de Janeiro, e também para prevenir, para ter essa mensagem de união do governo federal, estados e municípios no combate a dengue. Isso é fundamental nesse momento e também a cooperação de toda a população, porque em nossas casas que se encontram 75% dos focos dos mosquitos. Estão todos nós temos que estar nessa ação. Nós como o governo, mas todos nós como cidadãos. Essa é a mensagem mais importante nesse momento.
O prefeito Eduardo Paes não compareceu à inauguração do polo. A unidade de Curicica — na Estrada de Curicica, 2.000 — conta com 20 cadeiras de medicação e um ambulatório do hospital para atendimento a pacientes com dengue. São cinco consultórios ativos. Quem chegam com sintomas passa pela coleta de sinais vitais e de sangue para ser feito hemograma, com resultado entre uma e duas horas. Neste tempo, o paciente é atendimento por um médico. Entre as orientações podem ser para hidratação oral em casa ou hidratação venosa no próprio polo. Em alguns casos, pode ser direcionado para internação, que, no momento, está concentrada no Hospital Ronaldo Gazola, em Acari.
Além disso, outros dois polos foram inaugurados nesta manhã. Em Campo Grande, foi instalado no CMS Belizário Penna (Rua Franklin, 29), com 28 poltronas e macas. Já em Santa Cruz fica na Policlínica Lincoln de Freitas Filho (Rua Álvaro Alberto, 601), com 11 cadeiras e macas. Todos eles contam com consultório e sala de coleta e terão plantões diários com cerca de 12 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, além de pessoal de apoio operacional.
O plano de contingência da prefeitura prevê uma série de ações, entre elas estão a criação do Centro de Operações de Emergência (COE-Dengue); a abertura de dez polos de atendimento distribuídos por todo o município; a dedicação de leitos em hospitais da rede municipal; o uso de carros fumacê nas regiões com maior incidência de casos e a entrada compulsória em imóveis fechados e abandonados.
Neste início de ano, o município já registra mais de 10 mil casos da dengue, com uma taxa de incidência de 160,68 por 100 mil habitantes, segundo a prefeitura. O governo municipal afirmou que durante todo o ano de 2023 foram 22.959 casos.
A Secretaria municipal de Saúde está à frente do plano de contingência e também faz ações educativas e de mobilização social para orientar a população sobre as medidas de prevenção das arboviroses urbanas. Quando necessário, os cariocas podem solicitar vistorias ou denunciar possíveis focos do mosquito pela Central 1746.
Com informações do GLOBO.





