Entregador é baleado após discutir com agente do Segurança Presente em calçada da Tijuca

Agente responsável pelo disparo foi autuado em flagrante por abuso de autoridade e lesão corporal

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Um entregador de 34 anos foi baleado por um agente do programa Segurança Presente na manhã desta segunda-feira (9), na Avenida Maracanã, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação é do portal G1.

O caso gerou revolta entre familiares e testemunhas, que acusam o policial de agir com truculência e desproporcionalidade durante uma abordagem na calçada.

A vítima, Gustavo dos Santos Fernandes, saía de casa para mais um dia de trabalho como entregador de bicicleta quando foi alvejado na virilha. Segundo a esposa dele, Natália Conceição, o conflito começou após o agente subir na calçada com a moto e quase atropelar Gustavo.

— Ele estava na calçada, o policial passou e quase atropelou ele. Quando ele reclamou, o policial já veio dando um tapa na cara. Ele falou que empurrou o policial, e teria sido aí que o policial atirou na virilha dele. Ele tinha que ter algemado meu esposo, e não atirado — relatou Natália ao RJ2, da TV Globo.

A versão dos policiais, no entanto, difere da apresentada pela família. De acordo com o depoimento do agente Fernando Rodrigo da Silva da Hora à 19ª DP (Tijuca), os militares faziam patrulhamento e decidiram trafegar pela calçada para não atrapalhar o fluxo de veículos. Segundo ele, Gustavo reagiu de forma agressiva à abordagem e, por isso, o policial efetuou o disparo “na altura da cintura” para contê-lo. Ainda de acordo com o militar, o socorro médico foi acionado logo em seguida.

Gustavo foi levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, onde passou por cirurgia. Seu estado de saúde ainda não foi divulgado.

A Polícia Civil informou que o agente foi autuado em flagrante por abuso de autoridade e lesão corporal. A legislação permitiu a fixação de fiança, e após o pagamento, o policial poderá responder ao processo em liberdade.

O episódio reacende discussões sobre os limites da atuação dos agentes do Segurança Presente e o uso excessivo da força em abordagens, especialmente em áreas urbanas movimentadas como a Tijuca. Familiares de Gustavo pedem justiça e cobram responsabilização do agente.

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