Após ser acusado de homofóbico pela ex-jogadora de vôlei e nutricionista Sandra Mathias Correia de Sá, o entregador de aplicativo Max Angelo disse nesta terça-feira (18) que a defesa de Sandra está tentando reverter a situação ao colocar ela como possível vítima na história.
Max negou que tenha praticado qualquer ato homofóbico contra Sandra, que é investigada por agressões e injúria contra ele e outros entregadores.
“Isso não tem fundamento. Jamais faria isso. Ela quer justificar uma coisa que não existe. (…) Eu afirmo que nunca fui homofóbico. A própria Viviane é lésbica. Então, não existe essa história. Eu ri de nervoso quando soube. É completamente descabido isso”, disse Max.
“É uma manobra que eles utilizam para reverter a situação. Ela me chamou de preto favelado e agora ela tenta reverter isso”, argumentou o entregador.
Na última segunda-feira (17), Sandra prestou depoimento por quase três horas sobre as agressões aos entregadores de aplicativo Max Ângelo e Viviane de Souza.
À polícia, ela disse que foi vítima de homofobia por parte de Max e Viviane, negou as acusações de racismo e disse que usou a guia da coleira para “se defender” do entregador Max, a quem aplicou golpes semelhantes a chicotadas.
O depoimento na 15ª DP (Gávea) aconteceu oito dias após as principais agressões, na calçada do prédio dela, onde fica a loja em que os entregadores trabalham, em São Conrado, na Zona Sul do Rio.
Na opinião do advogado Joab Gama, responsável pela defesa de Max, Sandra pode acabar respondendo por mais um crime de calúnia, caso insista nas alegações de homofobia por parte dos entregadores.
“O Max jamais fez isso, em momento nenhum. Se ela continuar insistindo em relação a isso vão ser arroladas outras testemunhas e ela vai responder por mais um crime, agora de calúnia”, disse o advogado.
Apesar da alegação da ex-atleta sobre possíveis ataques homofóbicos de Viviane contra ela, imagens que viralizaram logo após a Semana Santa mostram Sandra e Viviane discutindo:
Sandra: Eu fiz o que para você, rapaz?
Viviane: Rapaz, não, sou mulher!
Sandra: Ah, é mulher? Não está parecendo!
A advogada Prisciany Sousa, que defende Viviane Maria, disse que sua cliente está psicologicamente abalada e está com medo de represália “por ser lésbica” e entregadora.
“Ela está psicologicamente abalada, está com medo de represália e o objetivo dela e cuidar do estado emocional. Eu ainda não estou a par dos altos. O que dá para perceber do que a Sandra disse, é que ela se dizia vítima de homofobia. Quem sofreu homofobia foi a Viviane. Ela levanta uma bandeira que não existe. A Viviane passou por uma agressão física e ela sofre há muito tempo por agressão de gênero. A minha orientação agora é cuidar do estado emocional dela”, comentou Prisciany Sousa.
Após o depoimento, a delegada Bianca Lima aceitou o pedido da defesa e determinou que a ex-atleta realizasse um exame de corpo de delito para avaliar possíveis marcas e lesões. Na saída do depoimento desta segunda, foi possível perceber que ela estava com marcas nos braços. Dois policiais da 15ª DP fizeram a proteção até o carro.
Na última quarta, o advogado de Max informou que seu cliente foi ouvido no dia da agressão, mas disse esperar que ele seja chamado novamente nos próximos dias para complementar o inquérito policial com novas informações.
A Polícia Civil já ouviu uma testemunha e intimou outras três pessoas que presenciaram as agressões. O inquérito apura os crimes de injúria e lesão corporal, com pena de até 5 anos de prisão.
Com informações do g1.
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