A enfermeira Sabrina Rabetin Serri, indiciada por participação no procedimento estético que resultou na morte de Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, se entregou à polícia nesta quarta-feira (15). Ela se apresentou na sede da Delegacia do Consumidor (Decon), onde teve o mandado de prisão cumprido.
Sabrina atuava ao lado do médico José Emílio de Brito, preso no mês passado por realizar a hidrolipo que levou à morte da jovem. Segundo o delegado Wellington Vieira, responsável pela investigação, ambos responderão presos pelo crime.
“A prisão é muito importante, porque tanto ela quanto José Emílio vão responder pelo crime praticado, que é hediondo. A polícia apresentou todas as provas, e agora os dois vão responder como réus”, afirmou o delegado.
A Decon indiciou Sabrina por homicídio e exercício ilegal da medicina. Ela já havia sido alvo de outros inquéritos, em 2021 e 2025, por lesão corporal grave durante procedimentos estéticos. Em buscas realizadas em endereços ligados à profissional, foram apreendidos um celular e um notebook.
A irmã da vítima, Léa Carolina Menezes Antunes, afirmou que o cumprimento do mandado representa um alívio para a família. “É um alívio saber que não só o médico, mas a enfermeira Sabrina serão responsabilizados. Sabrina era o braço direito dele”, disse.

Relembre o caso
Marilha morreu no dia 8 de setembro, após realizar uma hidrolipo no hospital-dia Amacor, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. A perícia apontou perfurações internas e hemorragia como causas da morte. O médico responsável, José Emílio de Brito, está preso desde o dia 15 de setembro e responde por homicídio e falsidade ideológica.
De acordo com o delegado Wellington Vieira, Sabrina realizava procedimentos que são atribuições exclusivas de médicos, como aplicação de anestésicos.
“Segundo várias pacientes, Sabrina aplicava o anestésico das cirurgias. Isso é privativo do médico-cirurgião. Temos convicção de que esse erro contribuiu para a morte de Marilha”, disse.
O delegado também destacou a existência de uma rede clandestina de captação de pacientes, que atraía clientes com promessas de segurança e resultados estéticos.
Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou perfuração no rim e hemorragia interna como causa da morte. Já o registro médico feito no dia do óbito atribuía o caso a broncoaspiração seguida de parada cardiorrespiratória.
Em nota anterior, a clínica Amacor informou que apenas aluga o centro cirúrgico para equipes terceirizadas, que seriam responsáveis pelos insumos e pela condução dos procedimentos. A família da vítima, no entanto, contesta a versão e aponta demora no socorro.






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