Empréstimo de R$ 6 bi: Psol e direita mostram preocupação com chances de proposta de Paes

De Amorim à Thaís, oposição jogam juntos contra a aprovação de proposta do Executivo

Rivais desde sempre, as bancadas do PL e Psol da Câmara do Rio vão se unir na tarde desta quinta-feira (3) para evitar, ao máximo, que a bancada governista da casa consiga aprovar o projeto do Executivo, que permitirá a contratação de empréstimo de R$ 6 bilhões, que seriam investidos na infraestrutura. Mas, além dos argumentos na ponta da língua, a oposição, que ainda conta com o vereador Pedro Duarte (Novo), não esconde a tensão já que enfrentarão os aliados de Paes e podem sair com derrota.

O combativo líder do PL, Rogério Amorim (PL) considera a possibilidade do alto valor ser um truque para “barganhar” uma proposta um pouco menor, porém, nem precisar desta estratégia.

Recentemente, Amorim ainda se irritou ao ver a Ciclovia Tim Maia listada, no projeto, como ‘Infraestrtura que o Rio Merece’. A falta de transparência também preocuparia toda a bancada.

“Bem possível que seja jogada. Mas, de verdade, como o prefeito tem ampla maioria na casa, não duvido que ele queira de fato os R$ 6 bilhões”, lamenta.

A líder do Psol, Thaís Ferreira, considera o empréstimo um ‘cheque em branco’, porém, está mais otimista, pois teria percebido que os participantes da reunião técnica de terça-feira, com a Secretaria de Fazenda, estavam ‘abismados’ com o valor.

“Em toda a legislatura passada, aprovaram R$ 5.2 bilhões. Agora, no começo dessa, ele já quer esses R$ 6 bi, sem transparência ou diálogo com a população ou sequer garantias de que as áreas mais vulneráveis serão de fato beneficiadas”, revolta-se Thaís, que assim como Amorim, conta com todos os partidários em consenso.

Já a bancada do PT, que ficou dividida sobre o armamento da Guarda, acompanhará o ‘sim’ do líder Felipe Pires, que tem boa relação institucional com o prefeito. Embora a decisão prévia, os petistas têm sido discretos quanto o tema nas redes sociais, focadas mais na discussão da GM-Rio. Ao que se sabe, Pires dificilmente contraria o anseio de Paes, mas costuma respeitar a posição dos colegas quando contrários.

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