O embargo econômico a Cuba, imposto pelos Estados unidos, foi criticado neste sábado (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu discurso em Havana. Lula também rechaçou a inclusão do país, pelo governo norte-americano, na lista das nações “que não colaboram completamente” contra o terrorismo. As declarações foram feitas em seu discurso na reunião de líderes do G77 e China.
O G77 reúne países em desenvolvimento que integram o sistema das Nações Unidas (ONU). A China também enviou representante para o encontro.
“É de especial significado que, neste momento de grandes transformações geopolíticas, esta cúpula seja realizada aqui em Havana. Cuba tem sido defensora de uma governança global mais justa. E até hoje é vítima de um embargo econômico ilegal. O Brasil é contra qualquer medida coercitiva de caráter unilateral. Rechaçamos a inclusão de Cuba na lista de Estados patrocinadores do terrorismo”, afirmou o presidente.
No discurso, o petista também defendeu a regulamentação de plataformas digitais para o enfrentamento de conteúdos antidemocráticos e da disseminação de discursos de ódio.
“O projeto de diretrizes globais para regulamentação de plataformas digitais, da Unesco, equilibra a liberdade de expressão e o acesso à informação com a necessidade de coibir a disseminação de conteúdos que contrariam a lei, ou ameaçam a democracia e os direitos humanos”, declarou o presidente.
Ainda sobre o setor de tecnologia, Lula afirmou que multinacionais possuem modelos de negócio que “acentuam a concentração de riquezas, desrespeitam leis trabalhistas e, muitas vezes, alimentam a violação de direitos humanos e fomentam o extremismo”.
“Corremos riscos que vão da perda de privacidade ao uso de armas autônomas, passando pelo viés racista de muitos algoritmos”, disse Lula.
Ainda no discurso, Lula defendeu investimentos em transição energética e cobrou investimentos das nações mais ricas no financiamento de ações para combater o desequilíbrio climático no planeta.
Em uma crítica aos países ricos, Lula afirmou que os países em desenvolvimento não têm “a mesma dívida histórica dos países ricos pelo aquecimento global”.
“O financiamento climático tem que ter assegurado a todos os países em desenvolvimento, segundo suas necessidades e suas prioridades”, afirmou o presidente brasileiro.
Com informações do G1





