O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou no fim da tarde (no horário local) de hoje (15) em Havana, a capital de Cuba, participar do encontro de cúpula do grupo de países G77+ China. O G77 reúne 134 países em desenvolvimento. A China este ano foi convidada para a cúpula.
De acordo com o Palácio do Itamaraty, as discussões devem girar em torno de alternativas para o crescimento econômico e o papel da ciência e da tecnologia.
Também devem ser debatidas medidas para conter as mudanças climáticas.
“Articula-se no grupo e nas negociações um meio dos países em desenvolvimento adquirirem poder de barganha mais amplo”, afirmou o secretário de Assuntos Multilaterais do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Márcio Cozendey.
“O tema escolhido pela presidência cubana para a cúpula do G77+ China deste ano [ciência e tecnologia], é especialmente oportuno na realidade atual. São ferramentas necessárias e desafiadoras para o desenvolvimento dos países”, completou.
Cozendey informou também que a declaração que será firmada pelos chefes de Estado e de governo Havana foi negociada ao longo dos últimos meses.
O documento, segundo ele, vai apontar caminhos para superação dos problemas dos países em desenvolvimento. Ele ressaltou que o Brasil pode desempenhar papel relevante nesse movimento.
Após compromissos oficiais em Cuba, o presidente vai para Nova York, nos Estados Unidos, onde fará a abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Tradicionalmente, é um presidente brasileiro que faz o primeiro discurso, entre chefes de Estado, da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. O encontro ocorre em todos os anos no mês de setembro. O discurso de Lula será na próxima terça-feira (19).
“De certa forma, essa presença na Assembleia-Geral coroa um início de governo em que o presidente procurou ter uma atuação bem intensa para recolocar o Brasil no cenário internacional e retomar a participação ativa nos fóruns multilaterais”, afirmou o secretário do Itamaraty.
Com informações do G1.





