O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste sábado (19) que pretende vencer a disputa pelo Palácio do Planalto para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso. A declaração foi feita durante ato de campanha em Florianópolis, em Santa Catarina, no qual Lula também abordou o caso Banco Master, a violência contra as mulheres e a participação feminina nas eleições.
Ao falar sobre seu principal adversário na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula relacionou a candidatura do parlamentar à situação jurídica do pai. Flávio já declarou que, se eleito, pretende conceder anistia aos condenados no processo sobre a tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
“A ideia do outro [Flávio Bolsonaro]: ‘Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia’. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia”, afirmou Lula.
Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar
Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão. Por 4 votos a 1, a Corte considerou o ex-presidente culpado pelos crimes relacionados à trama golpista. Atualmente, ele cumpre a pena em prisão domiciliar por decisão judicial.
Durante o discurso, Lula também tratou das investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O presidente pediu que o STF aprofunde a apuração das relações de Vorcaro com autoridades. O caso tem provocado uma crise na Corte após a divulgação de informações obtidas em investigações da Polícia Federal.
“Quero que a Suprema Corte apure, investigue todos, vamos deixar todo mundo nu diante da sociedade brasileira, porque nós merecemos saber a verdade, se a gente não mexer com isso agora, nós não vamos consertar esse país”, declarou.
Mulheres ganham espaço no discurso
Outro eixo do ato foi a violência contra as mulheres. Lula defendeu o endurecimento das punições para condenados por feminicídio e afirmou que os homens também devem assumir responsabilidade no enfrentamento às agressões. “A luta contra a violência nas nossas companheiras não é delas, é nossa”, disse.
O presidente também pediu votos para mulheres alinhadas à sua candidatura. “Mas em mulher do nosso time, não vai votar em mulher do time adversário porque senão vocês vão colocar uma raposa para cuidar das nossas galinhas”, afirmou.
Janja critica discurso sobre mulheres e armas
A primeira-dama Janja Lula da Silva também discursou e buscou mobilizar o eleitorado feminino. Ela contrapôs propostas de segurança pública à ampliação do acesso às armas e fez referência a uma declaração anterior de Flávio Bolsonaro sobre as filhas cuidarem dele durante a velhice.
“Pergunta para a sua amiga bolsonarista se ela quer um presidente que lute por mais segurança ou um presidente que quer mais armas e acha que a mulher serve apenas para servir, para cuidar dos homens na velhice”, afirmou Janja.
O ato marcou a primeira passagem de Lula por Santa Catarina durante a atual campanha eleitoral. No mesmo evento, o presidente também defendeu o fim das casas de apostas on-line no país.







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