Em evento nos EUA, fiel escudeiro de Bolsonaro, Lira pede “tranquilidade política” com eleições e diz que sistema eleitoral é confiável

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (10) que o país precisa ter “tranquilidade política” nas eleições e que o sistema eleitoral é confiável. Lira fez um discurso durante uma conferência sobre o Brasil e a economia mundial organizada pelo banco BTG, nos EUA, onde o deputado cumpre agenda desde o dia 06.…

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (10) que o país precisa ter “tranquilidade política” nas eleições e que o sistema eleitoral é confiável.

Lira fez um discurso durante uma conferência sobre o Brasil e a economia mundial organizada pelo banco BTG, nos EUA, onde o deputado cumpre agenda desde o dia 06.

O presidente da Câmara afirmou ainda que as instituições do país são “fortíssimas”.

“Eu fui eleito nesse sistema durante seis eleições e não posso dizer que esse sistema não funciona. O sistema é confiável. Precisa de ajustes? Precisa. Mas é importante que nós tenhamos tranquilidade política no pleito, e nós haveremos de ter. Como eu disse no início da nossa fala, as instituições brasileiras são fortíssimas, elas funcionam plenamente”, disse o presidente da Câmara.

A fala de Lira ocorre em meio a um momento em que o presidente Jair Bolsonaro e alguns aliados tentam levantar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. 

No pronunciamento, Lira ainda disse que partidos e políticos de centro, na opinião dele, têm feito uma “moderação nacional” e assumiram “uma responsabilidade muito forte no equilíbrio dos extremos, na polarização política e nas dificuldades de convivência”.

“Nós sempre priorizamos e lutamos para que os poderes se autocontenham, para que fiquem restritos às suas esferas institucionais para que o Brasil funcione plenamente como democracia estável, como democracia forte, com instituições fortes e que tenham um encaminhamento, de qualquer que seja o pleito eleitoral, o resultado do pleito deste ano de 2022, o Brasil saiba exercer o seu papel de protagonismo mundial”, disse Lira.

A investidores e políticos, o presidente da Câmara também defendeu a votação da reforma administrativa e fez críticas à posição do governo diante da matéria. Para Lira, houve um recuo do Planalto no apoio à medida.

“Nós tivemos uma posição, que eu não deixo de criticar, de uma ‘refluição’ do governo em ano de eleição e de um acirramento da oposição em não permitir que essa pauta andasse. E eu credito isso, a reforma administrativa, ao último bastião daqueles que perderam todas as bases de luta com relação às reivindicações, como, por exemplo, o fim do imposto sindical, votado pelo Congresso. Dificultou esse aparelhamento do Estado. E o último bastião está na luta da reforma administrativa. Nós vamos fazê-la”, afirmou o presidente da Câmara.

Lira também defendeu a votação da reforma tributária. O presidente da Câmara disse cobrar “semanalmente” do Senado a votação sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera o sistema tributário do país. A proposta, porém, está travada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por falta de acordo entre os senadores.

Arthur Lira também exaltou a legislação ambiental brasileira nesta terça-feira durante evento do BTG Pactual nos Estados Unidos. Ele também criticou a indexação do Orçamento brasileiro e afirmou que faltam recursos para combater o desmatamento.

“Nosso principal problema no Brasil é um orçamento 96% vinculado e indexado”, disse o presidente da Câmara. “Se nós tivéssemos o orçamento desvinculado e desindexado, o Brasil teria como tratar com muito mais profundidade o movimento do desmatamento ilegal, que é o que nos machuca mundialmente”, acrescentou.

No evento, Arthur Lira lamentou que o “problema inflacionário” tenha chegado ao País em ano eleitoral. O deputado avaliou que a alta da inflação é um problema mundial que resulta da pandemia e da guerra na Ucrânia.

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