Eleição no Rio começa na TV com Paes e Ruas trocando acusações sobre governos de Cabral, Witzel e Castro

Candidatos ao governo do estado apostam em estratégias diferentes no primeiro dia da propaganda eleitoral gratuita

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A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa nesta sexta-feira (28) no Rio de Janeiro com Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), principais nomes na disputa pelo governo estadual, apresentando estratégias distintas para conquistar o eleitorado.

Paes, ex-prefeito do Rio, pretende associar Ruas às administrações de Wilson Witzel e Cláudio Castro, que comandaram o estado desde 2019. Já Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), tenta relacionar Paes a antigos governadores, principalmente Sérgio Cabral.

Os dois candidatos optaram, neste primeiro momento, por evitar uma forte nacionalização da campanha, segundo informações de reportagem de Caio Sartori, em O Globo. As propagandas concentram a maior parte das mensagens em problemas e questões relacionadas diretamente ao estado do Rio.

Paes aposta na segurança e critica gestões anteriores

Com o maior tempo disponível no horário eleitoral, Paes terá 4 minutos e 50 segundos para apresentar sua candidatura. A campanha deve manter como principais eixos a segurança pública e as críticas aos governos que administraram o estado entre 2019 e março deste ano.

Nesse discurso, Douglas Ruas será apresentado como representante de uma continuidade política. A estratégia também mira Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e candidato inicialmente apoiado por Cláudio Castro para a sucessão estadual, que está preso no âmbito de uma investigação sobre possíveis relações entre política e crime organizado.

Paes deve afirmar que o Rio atravessa uma crise em diferentes áreas, incluindo os setores político, institucional, fiscal e de segurança. Em parte da propaganda, o candidato aparece em um estúdio com cenário semelhante ao utilizado em campanhas anteriores, apresentando diagnósticos e propostas para os principais problemas do estado.

Ruas apresenta o chamado ‘Rio real’

Douglas Ruas inicia sua participação na televisão tentando se apresentar como uma alternativa às estruturas políticas tradicionais. Segundo a última pesquisa Genial/Quaest citada na reportagem original, 59% dos eleitores fluminenses ainda não conheciam o candidato.

No vídeo de aproximadamente dois minutos e meio, Ruas conta sua trajetória política e utiliza a expressão “Rio real” para estabelecer uma divisão entre diferentes realidades do estado. Ele cita regiões como Baixada Fluminense, São Gonçalo, Zona Norte, Zona Oeste e cidades do interior.

Filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), Ruas destaca sua atuação no município e afirma ter participado de obras realizadas em mais de 70 cidades fluminenses. Embora tenha sido secretário de Cidades durante o governo Cláudio Castro, a propaganda não menciona diretamente o ex-governador.

Propaganda coloca Paes ao lado de Cabral e Lula

Na reta final do vídeo, Ruas apresenta a disputa como uma escolha entre “dois Rios e duas gerações”. A campanha procura colocar Paes no grupo de políticos que, segundo o candidato, se alternam no poder há décadas.

Para sustentar a mensagem, são exibidas imagens de Paes ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ex-governador Sérgio Cabral e de Luiz Fernando Pezão. Em contraposição, Ruas aparece ao lado de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.

A propaganda também explora temas como violência, transporte público e saúde da mulher. Ruas afirma representar uma geração que enfrentou essas dificuldades e defende uma postura mais rigorosa na área de segurança pública.

Outros candidatos têm menos espaço na televisão

Além de Paes e Ruas, Anthony Garotinho (Republicanos) e William Siri (PSOL) também estavam previstos para participar do horário eleitoral gratuito, mas com tempos menores.

Garotinho teria direito a 1 minuto e 6 segundos de propaganda, enquanto Siri teria 32 segundos. No entanto, uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), tomada na quinta-feira (27), suspendeu o acesso de Garotinho ao tempo de televisão e aos recursos do fundo eleitoral.

Com o início da propaganda, os candidatos passam a disputar também a atenção do eleitor pela televisão e pelo rádio. A tendência é que as próximas inserções ampliem as críticas entre os principais concorrentes e apresentem propostas para segurança, saúde, transporte, infraestrutura e situação fiscal do Rio.

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