‘Ele é um monstro’: idosa relata momentos de desespero dentro de ônibus em que foi estuprada

Passageira conta passo a passo como motorista de ônibus ignorou pedidos de parada, apagou as luzes do veículo e cometeu o estupro

A idosa atacada dentro de um ônibus, no Centro do Rio, falou com exclusividade à TV Globo descrevendo em detalhes os momentos de pânico. Ela contou que inicialmente agradeceu ao motorista por ter parado próximo à Avenida Presidente Vargas, perto da Central do Brasil, um ponto onde muitos coletivos não costumam parar.

“Eu falei: ‘Graças a Deus de você me apanhar’”, disse a vítima, lembrando que havia avisado ao motorista que seguiria até o ponto final. Pouco depois, no trajeto, ela pediu novamente para descer, mas o condutor não atendeu.

Relato revela ataque após ônibus ficar às escuras

Segundo a idosa, o motorista apagou as luzes do coletivo e, em seguida, a atacou. “Ele pulou a roleta em cima de mim. Estou me sentindo suja desse homem sujo. Eu quero que ele seja encontrado, ele é um monstro, tudo de ruim”, afirmou, visivelmente abalada.

Ela detalhou que durante o trajeto havia apenas mais um passageiro, que desceu pouco antes do ataque, deixando o ônibus quase vazio. “Eu falei: ‘Me solta, meu marido está me esperando ali no posto de gasolina’. Ele acabou de fazer as coisas que ele fez, abriu o ônibus, e eu saí desesperada”, contou a idosa.

Trajeto, horários e tentativa de escapar

A vítima relatou que estava voltando para casa após visitar a irmã no Jacaré. Ela pegou inicialmente a linha 371 (Praça Seca x Praça da República) e depois a linha 383 (Realengo x Praça da República), embarcando por volta das 20h30 na Avenida Presidente Vargas.

Durante o percurso, a idosa pediu para parar em frente ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), mas o motorista seguiu viagem até outro ponto. Foi nesse momento que o ataque ocorreu, enquanto o ônibus estava praticamente vazio e sem luz.

Busca por justiça e colaboração com autoridades

Após o ataque, as roupas da idosa foram levadas ao Instituto Médico-Legal (IML), onde realizou exame de corpo de delito. A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro investiga o caso, solicitando imagens das câmeras do coletivo à Sou Transportes, empresa responsável pela linha.

Em nota, a empresa afirmou que repudia veementemente qualquer tipo de violência, especialmente contra mulheres e idosos, e que está colaborando com as autoridades para apuração do caso.

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