Com rostos cobertos, além de pedras e pedaços de madeira nas mãos, bolsonaristas renderam o motorista de um ônibus da empresa Viação Pioneira na noite de ontem.
O ataque fez parte da série de atos de vandalismo que se seguiram à prisão do indígena Cacique Tserere.
Segundo informações da coluna Na Mira, do Metrópoles, o rodoviário disse ter sido abordado por dezenas de manifestantes, por volta das 20h40, na Quadra 3 do Setor Hoteleiro Norte (SHN). Quando os grupos de bolsonaristas tentaram intimidar o motorista, não havia passageiros dentro do veículo.
A vítima narrou que os vândalos ordenaram que ele descesse e, na sequência, atearam fogo no ônibus.
O motorista também testemunhou o momento em que grupos de bolsonaristas incendiaram outros dois veículos de transporte coletivo nas proximidades.
Aproximadamente 10 pessoas participaram da ação, segundo o rodoviário.
O motorista acrescentou que todos estavam de máscaras e encapuzados. No entanto, percebeu que um dos líderes do grupo era loiro, forte e tinha uma tatuagem no braço esquerdo.
Após o incêndio, o ônibus precisou ser guinchado até o pátio do Instituto de Criminalística (IC), onde passa por perícia.





