Descontraído, entre sambistas e pagodeiros, o prefeito Eduardo Paes quebrou o protocolo e, num rasgo verbal, afirmou: “Está liberada a porra toda”. Ele se referia ao decreto que havia acabado de assinar, em evento do Museu de Arte do Rio, liberando as rodas de samba na cidade.
Apesar da empolgação, o decreto de Paes não libera geral. Ao contrário, cria várias regras para regulamentar os encontros de samba, incluindo um cadastramento obrigatório, a limitação de eventos semanais e a proibição de acontecer em alguns pontos da capital fluminense, como as saídas de metrô do Largo do Machado.
O decreto determina que as rodas de samba deverão ser cadastradas na prefeitura e atender normas da Vigilância Sanitária e das secretarias de Ordem Pública, de Cultura e de Governo e Integridade.
Os grupos só poderão se reunir uma vez por semana – em dia fixo – e em áreas onde não haja conflito com outros eventos. Há ainda áreas vetadas às rodas, como as praças Afonso Pena, Saens Peña, Antero de Quental e Nossa Senhora da Paz, e locais onde ocorrem as feiras de artes.
Acompanhado dos secretários Marcus Faustini (Cultura) e Marcelo Calero (Governo e Integridade Pública), o prefeito Eduardo Paes descreveu o momento como “um dia de muita felicidade”. Além disso, houve apresentação dos integrantes do Pede Teresa, roda criada no Bairro de Fátima e que há anos anima a Praça Tiradentes às sextas-feiras.
— No Rio de Janeiro, em qualquer lugar, tem uma roda de samba. A roda de samba é uma tecnologia social que desenvolveu o Rio territorialmente e economicamente. Povo nenhum do mundo abriria mão de investir naquilo que o mundo mais ama em você. Quem vem no Rio de Janeiro quer ouvir samba — afirmou
veja o vídeo






Deixe um comentário