O samba, expressão marcante da identidade cultural do Rio de Janeiro, continua a ganhar espaço na cidade. A Prefeitura do Rio cadastrou 150 rodas de samba em áreas públicas, número que cresceu significativamente em relação às 95 registradas no levantamento anterior, de 2021.
O Mapa das Rodas de Samba, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), tem como objetivo preservar essas manifestações culturais, desburocratizar a concessão de alvarás e garantir segurança jurídica aos organizadores.
Segundo o secretário de Cultura, Marcelo Calero, a medida impulsiona o movimento cultural e atrai parceiros, aumentando a afluência de público. Atualmente, as rodas estão distribuídas por diversas regiões da cidade, com destaque para o Centro (27,8%), Tijuca e Zona Sul (25%), Zona Norte (23,1%) e Zona Oeste (20,8%).
Samba: “vanguarda cultural” do Rio
Locais icônicos como o Armazém do Senado, na Lapa, exemplificam o impacto dessa política. Fernando Pires, sócio do espaço, relembra como o samba revitalizou o reduto boêmio.
Além de atrair turistas, como a argentina Nina Franchi, que destaca a alegria contagiante da Lapa, as rodas de samba têm conquistado um público diverso. Segundo Wanderso Luna, presidente da Rede de Rodas de Samba, 63% dos frequentadores possuem diploma de ensino superior, reforçando o apelo do samba como “vanguarda cultural” da cidade.
Projetos como o Herdeiras do Samba, liderado por Andréa Moreira e Geiza Kéti, filhas de sambistas renomados, celebram o legado de artistas históricos. Para elas, o reconhecimento oficial fortalece a perpetuação dessa tradição nas novas gerações.
A inclusão no mapa também trouxe maior visibilidade a eventos como o Terreiro de Crioulo, em Padre Miguel, que registrou público recorde no Dia da Consciência Negra. Para organizadores como Pipa Vieira, do Time de Crioulo, iniciativas como esta são fundamentais para salvaguardar a cultura carioca e destacar o samba como motor econômico e social.
Com informações de O Globo





