Eduardo Paes acusa uso político da polícia após decisão favorável a Salvino Oliveira

Ex-prefeito do Rio ligou operação policial à disputa política e fez duras críticas em suas redes sociais ao ex-governador Cláudio Castro

O ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao Palácio Guanabara, Eduardo Paes, divulgou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (8) após a Justiça do Rio determinar o trancamento da ação penal contra o vereador Salvino Oliveira. Na gravação, Paes classificou a operação policial contra o parlamentar como uma “armação política” e direcionou críticas ao governador Cláudio Castro.

Segundo ele, a decisão judicial reforça a tese de que não existiam elementos concretos para sustentar as acusações feitas contra Salvino Oliveira durante a operação que investigava supostas ligações com o crime organizado.

Críticas ao governo estadual

No vídeo, Eduardo Paes relembrou declarações feitas na época da operação e afirmou que o vereador foi associado de forma precipitada ao Comando Vermelho.

O ex-prefeito declarou que, se houvesse qualquer comprovação de irregularidade, seria o primeiro a defender punições contra o parlamentar. No entanto, afirmou que as investigações não apresentaram provas que justificassem as medidas adotadas.

Paes também associou a operação ao cenário político estadual e disse que a prisão ocorreu um dia após Salvino fazer críticas ao governador Cláudio Castro.

Decisão aponta irregularidades

Ao comentar a decisão judicial, Eduardo Paes afirmou que o magistrado identificou irregularidades na condução das investigações.

Segundo eleo, os avós do vereador, dois idosos moradores da Cidade de Deus, foram interrogados sem a presença de defesa técnica e questionados sobre aspectos pessoais da vida do parlamentar, como rotina religiosa, infância e hábitos familiares. Paes afirmou que a decisão judicial considerou esse tipo de procedimento irregular e apontou excesso nas diligências realizadas durante a investigação.

Ele afirmou ainda que testemunhas sem ligação direta com a investigação teriam sido questionadas sobre aspectos da vida pessoal, religiosa e trajetória política de Salvino Oliveira.

De acordo com o prefeito, o juiz classificou parte das diligências como “pesca probatória”, expressão usada no meio jurídico para descrever buscas amplas por provas sem delimitação clara de hipótese criminal.

Ataques políticos

Durante a gravação, Eduardo Paes afirmou que a operação teve motivação política e acusou adversários de tentarem associar a Prefeitura do Rio a organizações criminosas. Fez também referências a investigações envolvendo integrantes do governo estadual e aliados políticos ligados ao governador.

Ao defender Salvino Oliveira, Paes destacou a trajetória pessoal e acadêmica do vereador, mencionando sua origem na Cidade de Deus, a formação no Colégio Pedro II e na UFRJ, além da passagem pela Defensoria Pública. Assista:

Recado ao vereador

No fim do pronunciamento, Eduardo Paes pediu desculpas públicas a Salvino Oliveira e afirmou que o vereador teria sido vítima de uma ação que, segundo ele, buscava atingir politicamente sua gestão.

Paes também declarou que continuará cobrando responsabilização daqueles que teriam utilizado estruturas do Estado de forma indevida.

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